Primeira reação ao tarifaço de Bolsonaro: cegonheiros e transportadores de combustíveis iniciam paralisação

Empresas alegam que a alta dos preços inviabilizou o frete e que as frotas ficarão paradas nos pátios até que as condições financeiras sejam restabelecidas

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(Foto: Reuters)


247 - As empresas transportadoras de veículos (cegonheiros) e de combustíveis anunciaram, nesta sexta-feira (11),  que irão parar os caminhões e suspender novas viagens em função do aumento dos preços dos combustíveis pela Petrobrás. A alegação é que a alta dos preços, que começou a valer a partir de hoje,  inviabilizou o frete e que as frotas ficarão paradas nos pátios até que as condições financeiras sejam restabelecidas. 

"O aumento fez com que o sistema entrasse em colapso'', disse o assessor executivo da presidência da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTA), Marlon Maués, de acordo com o UOL. Maués acrescentou que a orientação é que os caminhões completem suas entregas e retornem às bases, sem a realização de bloqueios nas estradas. 

“Já havia uma defasagem nos preços do frete de 24% a 25%. O novo aumento inviabilizou o custo, pois as empresas já não aceitavam reajustar os valores", disse Wagner Jones Almeida, outro assessor da CNTA . "Agora piorou”, completou em seguida. 

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, conclamou uma paralisação geral contra o novo aumento. "Como ocorreu em 2013, com as passagens de ônibus, chegou a hora de toda população protestar, pois isso vai acabar no bolso de todo consumidor", afirmou. 

O aumento da Petrobrás foi anunciado nesta quinta-feira (10) e entrou em vigor nesta sexta-feira. Com o reajuste, o preço médio do litro da gasolina nas refinarias da estatal passará de R$ 3,25 para R$ 3,86, um aumento de 18,77%. Para o diesel, o valor saltou de R$ 3,para R$ 4,51, alta de 24,9%. 

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