Contas públicas devem fechar 2020 com rombo próximo de R$ 600 bilhões, diz Mansueto

Déficit das contas do setor público consolidado deve chegar a cerca de R$ 600 bilhões neste ano, correspondendo a 8% do PIB. "Não se pode falar que o governo não está reagindo à crise do coronavírus porque o déficit vai ser expressivo", disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida

Mansueto fala durante entrevista à Reuters em Brasília
Mansueto fala durante entrevista à Reuters em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - Turbinado pelos gastos do enfrentamento ao novo coronavírus, o déficit das contas do setor público consolidado (União, Estados, municípios e empresas estatais) deve chegar a cerca de R$ 600 bilhões ao final de 2020, correspondendo a 8% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. 

Caso o déficit seja confirmado, o valor será o maior desde 2001, quando teve início a série histórica do Banco Central. Ao longo do ano passado, o déficit do setor público consolidado foi de R$ 61,872 bilhões em 2019, correspondendo a 0,85% do PIB. Para este exercício, a meta estabelecida era de um rombo primário de até R$ 124 bilhões. 

"Não se pode falar que o governo não está reagindo à crise do coronavírus porque o déficit [das contas públicas] vai ser expressivo", disse Mansueto . Ainda segundo ele, devido ao aumento da dívida pública, será preciso “um esforço fiscal do país ainda maior [por meio, por exemplo, da contenção de gastos] no período posterior ao da crise".

Em março, a pandemia do novo coronavírus já impactou parcialmente as contas do setor público  e o déficit primário chegou a R$ 21,171 bilhões, ante um rombo de R$ 21,087 bilhões registrado no mesmo mês do nano passado. No acumulado do primeiro trimestre deste ano,  este déficit foi de R$ 2,908 bilhões, frente aos R$ 9,288 bilhões registrado em igual período do exercício anterior. 

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