Dilma: 'dólar preocupa, mas Brasil tem reservas'

A presidente Dilma Rousseff disse, neste sábado (26), em Nova York, que o governo está "extremamente preocupado" com a escalada do dólar devido às empresas endividadas na moeda americana; mas ela ponderou que "o Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhum problema em relação a nenhuma disruptura por conta do dólar"; a presidente disse que o "governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada"; na coletiva, Dilma também defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU; "Precisamos de um Conselho de Segurança representativo, legítimo e eficaz", disse

A presidente Dilma Rousseff disse, neste sábado (26), em Nova York, que o governo está "extremamente preocupado" com a escalada do dólar devido às empresas endividadas na moeda americana; mas ela ponderou que "o Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhum problema em relação a nenhuma disruptura por conta do dólar"; a presidente disse que o "governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada"; na coletiva, Dilma também defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU; "Precisamos de um Conselho de Segurança representativo, legítimo e eficaz", disse
A presidente Dilma Rousseff disse, neste sábado (26), em Nova York, que o governo está "extremamente preocupado" com a escalada do dólar devido às empresas endividadas na moeda americana; mas ela ponderou que "o Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhum problema em relação a nenhuma disruptura por conta do dólar"; a presidente disse que o "governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada"; na coletiva, Dilma também defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU; "Precisamos de um Conselho de Segurança representativo, legítimo e eficaz", disse (Foto: Valter Lima)
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247 - A presidente Dilma Rousseff disse, neste sábado (26), em Nova York (EUA), que o governo está "extremamente preocupado" com a escalada do dólar devido às empresas endividadas na moeda americana. Mas ela ponderou que "o Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhum problema em relação a nenhuma disruptura por conta do dólar".

O dólar atingiu R$ 4,249 na quinta-feira, o maior valor da história do Plano Real, mas depois recuou. A moeda à vista, referência no mercado financeiro, fechou na sexta em baixa de 3,49%, para R$ 3,974 na venda. Na semana, a moeda acumulou alta de 1,46% —a sexta semana seguida de alta.

A presidente disse que o "governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada". "Estamos extremamente preocupados, porque tem empresas endividadas em dólar. Então o governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central fez ao longo do final da semana passada", afirmou a presidente. Para Dilma, as reservas do país vão evitar eventuais "desrupturas" causadas pela alta da moeda americana.

O BC realizou nesta sexta dois leilões de novos contratos de swaps cambiais, que movimentaram juntos cerca de US$ 1,971 bilhão. A operação equivale a uma venda futura de dólares. A autoridade também deu sequência a sua atuação diária para estender o prazo de papéis já existentes, que girou em torno de US$ 443,1 milhões.

Conselho de Segurança

Dilma defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. Ela falou com jornalistas após participar de uma reunião com líderes do Japão, Alemanha e Índia para tratar do tema.

"A reforma do Conselho de Segurança da ONU permanece como a principal questão pendente na agenda da ONU. Nós precisamos de um conselho que reflita adequadamente a nova correlação de forças mundial", afirmou a presidente.

Brasil, Alemanha, Japão e Índia formam o chamado G4, grupo criado para pleitear mudanças no Conselho de Segurança. Atualmente, o órgão conta com cinco integrantes fixos: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China, além de outros dez países que são rotativos e mudam a cada dois anos.

"Precisamos de um Conselho de Segurança representativo, legítimo e eficaz. Reafirmo nessas palavras iniciais o firme compromisso do Brasil com o G4, com o nosso objetivo comum de fortalecer o sistema multilateral de paz e segurança", continuou Dilma.

Abaixo o comunicado:

Reunião dos Líderes dos países do G-4 – Brasil, Alemanha, Índia e Japão – sobre a Reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas
Comunicado Conjunto

Nova York, 26 de setembro de 2015

Em 26 de setembro de 2015, S.E. o Senhor Narendra Modi, Primeiro-Ministro da Índia, convidou S. E. a Senhora Dilma Rousseff, Presidente da República do Brasil, S. E. a Senhora Angela Merkel, Chanceler Federal da Alemanha, e S.E. o Senhor Shinzo Abe, Primeiro Ministro do Japão, para um encontro do G-4 em Nova York.

Os líderes do G-4 ressaltaram que um Conselho de Segurança mais representativo, legítimo e eficaz é mais necessário do que nunca para lidar com os conflitos e crises globais, que têm proliferado nos últimos anos. Expressaram sua visão comum de que isso pode ser alcançado se o órgão refletir a realidade da comunidade internacional do século XXI, em que mais Estados-membros têm capacidade e disposição para assumir maiores responsabilidades em relação à manutenção da paz e da segurança internacionais.

Nesse contexto, os líderes notaram com preocupação que não tem havido progresso substantivo desde a Cúpula Mundial de 2005, na qual todos os Chefes de Estado e Governo apoiaram por unanimidade uma reforma urgente do Conselho de Segurança como elemento essencial do esforço mais amplo para reformar as Nações Unidas. Enfatizaram que o processo em curso na ONU para promover a reforma do Conselho de Segurança deveria ser conduzido, dada a sua urgência, em um cronograma determinado.

Os líderes enalteceram a liderança dinâmica do Presidente da 69ª Assembleia Geral e os esforços do Facilitador das Negociações Intergovernamentais para mover o processo em direção a negociações baseadas em texto. Saudaram a adoção por consenso da Decisão 69/560 da Assembleia Geral, que estabelece que o texto apresentado pelo Presidente da 69ª Assembleia Geral, em sua carta datada de 31 de julho de 2015, seja usado como base para as negociações intergovernamentais. Comprometeram-se a apoiar e cooperar com o Presidente da 70ª Assembleia Geral.

Os líderes também notaram com apreço os esforços dos Estados-membros em avançar em direção a negociações baseadas em texto. Saudaram, em particular, os esforços envidados pelos Estados-membros do grupo africano, da CARICOM e do grupo L.69. Apoiaram a representação africana em ambas as categorias de membros permanentes e não permanentes do Conselho de Segurança. Notaram, ainda, a importância da representação adequada e contínua de Estados-membros pequenos e médios, inclusive dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), em um Conselho expandido e reformado.

Os líderes enfatizaram que os países do G-4 são candidatos legítimos a membros permanentes em um Conselho expandido e reformado e apoiaram suas respectivas candidaturas. Reafirmaram seu compromisso de continuar contribuindo para o cumprimento dos princípios e propósitos da Carta da ONU. Comprometeram-se a trabalhar em parceria com todos os Estados-membros e a acelerar entendimentos, com vistas a alcançar uma reforma rápida e significativa do Conselho de Segurança. Expressaram determinação em redobrar seus esforços para assegurar resultados concretos durante a 70ª Sessão da Assembleia Geral.

 

Dilma Rousseff
Presidente da República do Brasil

Angela Merkel
Chanceler Federal da Alemanha

Narendra Modi
Primeiro-Ministro da Índia

Shinzo Abe
Primeiro-Ministro do Japão

 

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