Economist destaca a volta da pobreza à América Latina

Segundo a revista britânica “The Economist” A recessão da covid-19 está destruindo anos de progresso na América Latina na redução da pobreza e os economistas estão começando a mapear o quão grande é o impacto social da pandemia no continente

Pobreza extrema cai no mundo, mas cresce no Brasil
Pobreza extrema cai no mundo, mas cresce no Brasil (Foto: Telesul)
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247 - A revista britânica “The Economist” publicou reportagem nesta segunda-feira (12)  expondo que a recessão da covid-19 está destruindo anos de progresso na América Latina na redução da pobreza e os economistas estão começando a mapear o quão grande é o impacto social da pandemia no continente.

A reportagem diz que a economia da região deve contrair 9,1% este ano, segundo a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe. Isso significa que 45 milhões de pessoas voltarão à pobreza (elevando o total para 37% da população). A taxa de desemprego aumentou 2,2 pontos percentuais para 11% em nove países para os quais existem dados disponíveis, relata a Organização Internacional do Trabalho. A receita de salários na América Latina caiu 19,3%, em comparação com uma média global de 10,7%.

Economistas também consideram que os maiores perdedores serão as classes médias-baixas da região, porque os programas de assistência social proporcionam um piso de renda para muitos dos pobres. Embora mulheres, afrodescendentes e indígenas tenham maior probabilidade de perder renda, elas recebem mais ajuda do governo.

Segundo a reportagem, o dano vai durar na América Latina. Embora a pandemia esteja finalmente começando a diminuir na região, pelo menos por agora, e muitas economias tenham se reaberto, a demanda continuará deprimida porque as empresas e os trabalhadores estão mais pobres. Pesquisadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento descobriram que em recessões anteriores, quando o PIB se contraiu em 5% ou mais, o desemprego levou em média nove anos para retornar ao nível anterior.

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