Eletrobras Roraima vai gastar R$ 100 milhões com termelétricas privadas

O montante de R$ 100 milhões que devem ser investidos na locação e manutenção dos parques térmicos privados estão divididos em 18 contratos, cujo objeto vão desde a locação dos grupos geradores até a contratação de empresa de podagem de árvores e eletricistas; 80% da geração de energia produzida pelos parques térmicos são destinados ao interior do estado, mais precisamente aos municípios e comunidades indígenas da região norte de Roraima

O montante de R$ 100 milhões que devem ser investidos na locação e manutenção dos parques térmicos privados estão divididos em 18 contratos, cujo objeto vão desde a locação dos grupos geradores até a contratação de empresa de podagem de árvores e eletricistas; 80% da geração de energia produzida pelos parques térmicos são destinados ao interior do estado, mais precisamente aos municípios e comunidades indígenas da região norte de Roraima
O montante de R$ 100 milhões que devem ser investidos na locação e manutenção dos parques térmicos privados estão divididos em 18 contratos, cujo objeto vão desde a locação dos grupos geradores até a contratação de empresa de podagem de árvores e eletricistas; 80% da geração de energia produzida pelos parques térmicos são destinados ao interior do estado, mais precisamente aos municípios e comunidades indígenas da região norte de Roraima (Foto: Charles Nisz)

BNC - As quedas de energia elétrica já fazem parte do cotidiano dos roraimenses. Dizia-se que com a implantação das termoelétricas no estado, esse problema estaria resolvido. De acordo com a Eletrobras Distribuição Roraima, a maior parte da energia que abastece Roraima é proveniente da interligação com complexo hidrelétrico venezuelano de Guri e Macaguá, que fornece ao estado até 130 MW por dia.

A empresa distribuidora entra diariamente com a geração 50 megawatts. No dia 1º de janeiro deste ano, a Eletrobras assumiu também o fornecimento de energia para o interior do estado. Está previsto um investimento de R$ 100 milhões na locação e manutenção dos parques térmicos, que foram dotados de novas unidades geradoras num total de 18.

Mesmo demandando apenas 50 megawatts por dia, o parque térmico que abastece Roraima tem capacidade máxima de geração de até 200 megawatts. E vai ter seu poder de produção ampliado para 230 megawatts, tão logo todos os novos grupos geradores estejam em operação, conforme disse ao BNC Roraima Anselmo Santana Brasil, diretor presidente da Eletrobras Distribuição.

O senador Romero Jucá (PMDB) fez uma visita aos novos geradores da usina termelétrica Oliveira, localizada na região de Monte Cristo. Ele foi conhecer 18 grupos geradores de energia adquiridos pelas empresas que operam o sistema de termelétricas no estado. Conforme sua assessoria de Comunicação, foi Jucá que articulou junto ao Governo Federal os recursos para a locação dos equipamentos. Os sucessivos diretores da Eletrobras Roraima têm sido indicação política de Romero Jucá.

Anselmo Brasil informou que o montante de R$ 100 milhões que devem ser investidos na locação e manutenção dos parques térmicos estão divididos em 18 contratos, cujo objeto vão desde a locação dos grupos geradores até a contratação de empresa de podagem de árvores e eletricistas. Oitenta por cento da geração de energia produzida pelos parques térmicos são destinados ao interior do estado, mais precisamente aos municípios e comunidades indígenas (60 no total) da região norte de Roraima.

Sul de Roraima vai ganhar sistema hibrido de geração de energia

Os municípios da região sul do estado são atendidos pela energia que parte de Boa Vista. Segundo o diretor da Eletrobrás Roraima, as constantes interrupções no fornecimento de energia nos municípios e comunidades rurais daquela região são decorrentes do estado precário das linhas de transmissão e que, por isso, se rompem com facilidade. No último domingo, o rompimento de um cabo de 69kv, depois de Mucajaí, deixou os municípios de Caroebe e Baliza sem energia por cerca de 15 horas.

A saída para resolver o problema da inconstância no fornecimento de energia, nesse caso, seria conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio do linhão de Tucuruí, cujas obras andam a passos lentos ou nem andam. Essa medida traria mais confiabilidade, comodidade e independência de fontes estrangeiras de energia.

A Eletronorte diz que está previsto para que, em 2018, as obras de interligação de Roraima com o Linhão de Tucuruí estejam concluídas e em funcionamento. Essa seria a solução para os problemas de instabilidade energética do estado.

Anselmo Brasil disse que está sendo planejado um sistema híbrido com geração de energia solar, com o uso de placas fotovoltaicas, e grupos geradores térmicos para atender aos municípios e localidades do sul. O projeto está em fase de finalização para ser enviado ao Ministério de Minas e Energia. Esta parece ser uma indicação que a obra do linhão poderá ficar em segundo plano.

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