Estudo da Fiesp mostra perdas com fim do conteúdo local

A mudança das regras atuais de conteúdo local para exploração e produção de óleo e gás para um índice global único reduziria a produção, o número de empregos e a arrecadação gerada pela indústria nacional de bens e serviços, diz um estudo feito pelo Departamento de Competitividade da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); nos últimos meses, tem crescido a pressão de Pedro Parente, presidente da Petrobras, e de aliados de Michel Temer para alterar a regra e acabar com a obrigatoriedade de haver participação da indústria nacional no setor; nova política para conteúdo local deve ser definida amanhã, durante reunião que será coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha

Brasil, Campos, RJ, 28/11/2007. Primeiro dia de extração de Petróleo na Plataforma P-52, que está no campo de Roncador, na bacia de Campos no norte fluminense. - Crédito:WILTON JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:17433
Brasil, Campos, RJ, 28/11/2007. Primeiro dia de extração de Petróleo na Plataforma P-52, que está no campo de Roncador, na bacia de Campos no norte fluminense. - Crédito:WILTON JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:17433 (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Um estudo feito pelo Departamento de Competitividade da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) defende que a mudança das regras atuais de conteúdo local para exploração e produção de óleo e gás para um índice global único reduziria a produção, o número de empregos e a arrecadação gerada pela indústria nacional de bens e serviços. Em discussão desde setembro do ano passado, a nova política para conteúdo local deve ser definida amanhã, durante reunião que será coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

As informações são de reportagem do Valor.

Na semana passada, a Petrobras, ao contrário do que define a atual legislação, fechou um contrato que já não exige o conteúdo local mínimo.

" As empresas de exploração e produção de petróleo e gás defendem a simplificação das regras atuais que, segundo elas, geraram uma indústria de multas, e a aplicação de um índice global, capaz de atrair investimentos e fomentar a criação de cadeia de fornecedores com maior competitividade.

A indústria fornecedora de bens e serviços ao setor, porém, rejeita a ideia de um índice global. Segundo o estudo da Fiesp, com índice global único de 40%, o conteúdo local pode ser alcançado com zero de máquinas e equipamentos produzidos internamente, o segmento industrial que mais agrega valor e mais gera empregos. No fornecimento de bens e serviços para petróleo e gás, os serviços respondem por 50% da demanda, e bens pelos demais 50%, sendo 20% em máquinas e equipamentos e 30% em insumo como placas, partes e peças."

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