Fazenda investiga quebra de sigilo bancário no BB

Ministrio determinou que o banco instaure sindicncia para apurar possvel vazamento de sigilo bancrio de ex-funcionrio"; la Francenildo, dados do ex-vice-presidente Allan Todelo e de uma senhora de 70 anos, com cncer, foram expostos na Folha; denncia foi do 247

Fazenda investiga quebra de sigilo bancário no BB
Fazenda investiga quebra de sigilo bancário no BB (Foto: Divulgação)

247, com Agência Brasil – O Ministério da Fazenda ordenou que o Banco do Brasil (BB) investigue as acusações de quebra de sigilo de Allan Toledo, ex-vice-presidente da instituição financeira. Em nota oficial emitida agora à noite, o ministério informou que o banco instale sindicância para apurar o caso.

“Com base em informações divulgadas hoje na imprensa, o Ministério da Fazenda determinou que o Banco do Brasil instaure sindicância para apurar possível vazamento de sigilo bancário de ex-funcionário da instituição. A apuração será supervisionada pelo Conselho de Administração do BB, por meio da unidade de auditoria interna”, informou o comunicado. A denúncia de quebra de sigilo bancário foi feita com exclusividade pelo 247 (leia mais aqui).

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Toledo, que ocupava a vice-presidência de Atacado, Negócios Internacionais e Private Banking do banco até o fim do ano passado, recebeu cinco depósitos mensais no ano passado no valor total de R$ 953 mil. O dinheiro seria da aposentada Liu Mara Fosca Zerey e referente à venda de um imóvel em São Paulo. O jornal, no entanto, informou que a propriedade nunca chegou a ser vendida com base em registros da prefeitura da capital paulista. Ocorre que a propriedade foi vendida, de acordo com contrato registrado em cartório em janeiro de 2011. Sem filhos, Liu Mara também fez de Allan Toledo seu herdeiro universal e deu a ele poderes para movimentar livremente suas contas bancárias, quando foi diagnosticada com um câncer em estágio avançado. Ela também teve suas informações financeiras, que deveriam estar protegidas por sigilo, expostas pela Folha.

A investigação sobre a quebra de sigilo, segundo a publicação, está sendo feita pelo próprio banco em parceria com a Polícia Federal e teve como origem relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda que monitora movimentações financeiras suspeitas. Agora, o ministério determinou que outra sindicância apure se os extratos bancários do ex-executivo do BB foram violados.

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