França não assinará acordo entre União Europeia e Mercosul sem garantias contra o desmatamento, diz ministro

“É inconcebível que o aumento do comércio incremente também a importação de desmatamento. É preciso haver garantias na lei para combater o desmatamento importado. Esse é o problema que temos com o Mercosul", disse o ministro do Comércio francês, Franck Riester

(Foto: Reuters)
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247 - Em um recado direto ao Brasil, o ministro do Comércio francês, Franck Riester, disse que seu país não irá assinar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul sem garantias de metas contra o desmatamento. 

“É inconcebível que o aumento do comércio incremente também a importação de desmatamento. É preciso haver garantias na lei para combater o desmatamento importado. Esse é o problema que temos com o Mercosul, e estamos tentando achar uma solução que assegure que o aumento do comércio com o Mercosul não vai elevar a importação de desmatamento”, disse Riester durante um debate no Fórum Econômico Mundial, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Declaração do ministro de Comércio da França aconteceu na mesma semana em que o presidente da comissão de ambiente do Parlamento Europeu, Pascal Canfin, afirmou que “o Parlamento não tem nenhuma intenção de passar um cheque em branco ao Brasil sobre a Amazônia”.

A avaliação é que a posição da França poderá travar o acordo entre os blocos comerciais até 2022, quando o país europeu deverá escolher um novo presidente. Diante da pressão interna, o presidente Emmanuel Macron vem colocando a questão ambiental como uma das prioridades do seu mandato. 

Anda segundo Riester , os “acordos de comércio são boas ferramentas, que queremos usar cada vez mais, para que o respeito ao Acordo de Paris seja essencial e os padrões de desenvolvimento sustentável sejam respeitados”, disse ele.

Afirmação vem na esteira do aumento do desmatamento e das queimadas no Brasil durante os dois anos do governo Jair Bolsonaro. 

 

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