FUP: Petrobras paga aos EUA mais do que reconhece como corrupção

A Federação Única dos Petroleiros critica duramente o acordo firmado pela Petrobras, presidida por Pedro Parente, com a Justiça dos Estados Unidos em que a estatal brasileira se comprometeu a pagar R$ 10 bilhões a acionistas norte-americanos para encerrar uma ação judicial no país; os petroleiros questionam: "Por que a Petrobrás está pagando um valor maior do que aquele que ela mesma reconheceu como desviado pela corrupção?"; para a FUP, "o mercado está aproveitando o momento e usa a Lava-Jato que disfarçada com o combate à corrupção, dá oportunidade a esse tipo de extorsão"

A Federação Única dos Petroleiros critica duramente o acordo firmado pela Petrobras, presidida por Pedro Parente, com a Justiça dos Estados Unidos em que a estatal brasileira se comprometeu a pagar R$ 10 bilhões a acionistas norte-americanos para encerrar uma ação judicial no país; os petroleiros questionam: "Por que a Petrobrás está pagando um valor maior do que aquele que ela mesma reconheceu como desviado pela corrupção?"; para a FUP, "o mercado está aproveitando o momento e usa a Lava-Jato que disfarçada com o combate à corrupção, dá oportunidade a esse tipo de extorsão"
A Federação Única dos Petroleiros critica duramente o acordo firmado pela Petrobras, presidida por Pedro Parente, com a Justiça dos Estados Unidos em que a estatal brasileira se comprometeu a pagar R$ 10 bilhões a acionistas norte-americanos para encerrar uma ação judicial no país; os petroleiros questionam: "Por que a Petrobrás está pagando um valor maior do que aquele que ela mesma reconheceu como desviado pela corrupção?"; para a FUP, "o mercado está aproveitando o momento e usa a Lava-Jato que disfarçada com o combate à corrupção, dá oportunidade a esse tipo de extorsão" (Foto: Gisele Federicce)

247 - A FUP (Federação Única dos Petroleiros) divulgou uma dura crítica a respeito do acordo firmado entre a Petrobras e a Justiça dos Estados Unidos em que a estatal brasileira se comprometeu a pagar R$ 10 bilhões a acionistas norte-americanos para encerrar uma ação judicial no país.

Os petroleiros questionam, uma vez que a ação dos acionistas é referente a eventuais prejuízos decorrentes dos escândalos de corrupção envolvendo a companhia. "Por que a Petrobrás está pagando um valor maior do que aquele que ela mesma reconheceu como desviado pela corrupção?".

Para a FUP, "o mercado está aproveitando o momento e usa a Lava-Jato que disfarçada com o combate à corrupção, dá oportunidade a esse tipo de extorsão". Leia a íntegra da crítica:

Ao Deus Mercado, tudo

A Petrobrás divulgou hoje que fez um acordo com investidores americanos, acionistas e detentores de títulos da estatal, para acabar com uma ação coletiva contra a empresa. O que devemos questionar enquanto categoria petroleira e também como brasileiros, já que a Petrobrás é uma estatal é:

1. Por que a Petrobrás está pagando um valor maior do que aquele que ela mesma reconheceu como desviado pela corrupção?

O dinheiro que a Petrobrás reconheceu como desviado pela corrupção, é menor do que está sendo pago aos investidores americanos que é a quantia de US$ 2,95 bilhões, o equivalente a R$ 10 bilhões.

2. E se a Petrobrás sofrer mais ações desse tipo?

O mercado está aproveitando o momento e usa a Lava-Jato que disfarçada com o combate à corrupção, dá oportunidade a esse tipo de extorsão.

3. Afinal a quem a atual gestão atende?

Ao mesmo tempo em que a atual gestão da Petrobrás paga fácil para o mercado americano valores questionáveis, tenta renegociar a dívida interna tributária com o governo federal, ou seja, deixa de pagar dinheiro ao governo para pagar ao mercado financeiro americano.

No geral, decisões como estas do Pedro Parente, prejudicam a indústria nacional e apoiam e beneficiam os fundos financeiros americanos.

O que aconteceu hoje reforça e fornece mais elementos que aumentam a percepção e geram desconfianças sobre a possibilidade de existência de conflitos de interesse e tráficos de influência na companhia e no seu plano de privatizações.

William Nozaki, professor de Ciência Política e Economia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), salientou em texto publicado na revista Carta Capital que “a despeito de alardear a eficiência de seu novo programa de governança, compliance e de seus testes de integridade para a nomeação do alto escalão da companhia (background check), é no mínimo curioso notar que parte dos diretores e conselheiros da Petrobrás permanece atuando ou atuou em segmentos empresariais diretamente interessados no desmonte da Petrobrás, com destaque para conexões que deságuam no setor financeiro.” 

 

Inscreva-se na TV 247 e assista abaixo à entrevista de José Maria Rangel, coordenador da FUP:

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