Gabrielli: crise não acaba sem o fim da política de Pedro Parente

Em entrevista a Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual, ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, problemas que causaram atual situação de caos precisariam ser combatidos com mudança profunda não só nas diretrizes da empresa como da própria política econômica; "Ao alterar os impostos, principalmente PIS e Cofins, vai agravar o problema da Previdência e das políticas sociais", opina

Gabrielli: crise não acaba sem o fim da política de Pedro Parente
Gabrielli: crise não acaba sem o fim da política de Pedro Parente (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Por Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual - Uma solução estrutural para situações como a grave crise que envolveu o país desde a semana passada, com a paralisação dos caminhoneiros e bloqueio das estradas, dependeria de uma mudança profunda não só da política de preços da Petrobras, hoje atrelada ao mercado internacional, como também da política econômica. O problema está longe de ser simples, considerando que novas diretrizes na economia, voltadas aos interesses do país, exigiria "alterar a natureza regressiva de impostos que penalizam quem ganha menos e aumentar a tributação sobre quem ganha mais", na opinião de Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras de 2005 a 2012.

"Mas isso não é possível com o atual governo, que não tem legitimidade. Portanto, temos um problema político grave, que é esse atual governo, que tem uma política de aumentar a concentração e de reduzir o tamanho da Petrobras."

A solução que o governo está apresentando é a de mexer nos impostos. O que só deve agravar as desigualdades. "Ao alterar os impostos, principalmente PIS e Cofins, vai agravar o problema da Previdência e das políticas sociais, e você faz uma coisa perversa, que é, em última instância, tirar dos segmentos mais pobres da sociedade brasileira", diz Gabrielli.

Confira aqui a íntegra da entrevista.

Conheça a TV 247

Mais de Economia

Ao vivo na TV 247 Youtube 247