Gastos globais com pandemia já atingem quase US$ 8 trilhões, diz FMI

Segundo o FMI, as medidas de emergência significaram gastos mais altos e receitas perdidas (US$ 3,3 trilhões) e incluem empréstimos do setor público e injeções de capital (US$ 1,8 trilhões), além da manutenção de garantias (US$ 2,7 trilhões)

Profissionais de saúde durante epidemia de coronavírus na Alemanha
Profissionais de saúde durante epidemia de coronavírus na Alemanha (Foto: REUTERS/Matthias Rietschel)
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Sputnik - Os subsídios dos governos para combater a pandemia de coronavírus e o impacto econômico da doença já somam cerca de US$ 8 trilhões (R$ 45 trilhões), afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira (15).

Os especialistas do FMI, em um artigo publicado no blog da instituição, afirmam que a política fiscal é fundamental para salvar vidas e proteger as pessoas em tempos de pandemia, mas alertam para a necessidade de manter um equilíbrio nas receitas.

Segundo a entidade, as medidas de emergência, adotadas globalmente, significaram gastos mais altos e receitas perdidas (US$ 3,3 trilhões ou R$ 17,34 trilhões), incluem empréstimos do setor público e injeções de capital (US$ 1,8 trilhões ou R$ 9,46 trilhões) e manutenção de garantias (US$ 2,7 trilhões ou R$ 14,19 trilhões).

"O Grupo das 20 economias avançadas e emergentes está na vanguarda, com ações que totalizam US$ 7 trilhões (R$ 36,83 reais). O apoio fiscal também está sendo garantido por estabilizadores automáticos - recursos dos sistemas de impostos e benefícios que estabilizam a renda e o consumo, como tributação progressiva e benefícios de desemprego", afirmou o FMI.

O fundo cita três princípios orientadores para os países durante a pandemia: direcionar apoio às famílias, adaptar procedimentos para monitorar a eficácia dos gastos com ajuda humanitária e divulgar os riscos não financiadas.

Os governos também precisam financiar medidas adicionais na área da saúde, mesmo à custa de outros programas, salvaguardando os programas existentes da rede de segurança social e serviços públicos vitais, como transporte, energia e comunicações, conclui o artigo do FMI.

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