'Governo enterra a reforma com saída pitoresca', diz economista

O mercado criticou a saída de Michel Temer para o fracasso da reforma da Previdência, que foi o decreto de intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro; "O governo mata dois coelhos com uma cajadada só: ajuda a enterrar a reforma com essa saída pitoresca e tenta se agarrar à bandeira da segurança em ano eleitoral", diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale; "A intervenção só enterra algo que não tinha viabilidade desde a crise de maio do ano passado"

O mercado criticou a saída de Michel Temer para o fracasso da reforma da Previdência, que foi o decreto de intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro; "O governo mata dois coelhos com uma cajadada só: ajuda a enterrar a reforma com essa saída pitoresca e tenta se agarrar à bandeira da segurança em ano eleitoral", diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale; "A intervenção só enterra algo que não tinha viabilidade desde a crise de maio do ano passado"
O mercado criticou a saída de Michel Temer para o fracasso da reforma da Previdência, que foi o decreto de intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro; "O governo mata dois coelhos com uma cajadada só: ajuda a enterrar a reforma com essa saída pitoresca e tenta se agarrar à bandeira da segurança em ano eleitoral", diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale; "A intervenção só enterra algo que não tinha viabilidade desde a crise de maio do ano passado" (Foto: Aquiles Lins)

247 - O mercado criticou a saída de Michel Temer para o fracasso da reforma da Previdência, que foi o decreto de intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro. 

"O governo mata dois coelhos com uma cajadada só: ajuda a enterrar a reforma com essa saída pitoresca e tenta se agarrar à bandeira da segurança em ano eleitoral", diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.

 "A intervenção só enterra algo que não tinha viabilidade desde a crise de maio do ano passado. A votação fica para 2019 e o mercado já aceita isso desde dezembro", diz acrescenta o economista.

Michel Temer chegou a dizer que poderia "fazer cessar a intervenção" para votar a reforma, em princípio, algo que era previsto pelo governo para fevereiro. Mas a medida não teve muito crédito no Mercado.

"Temer insiste em que vai levar a reforma adiante porque não tem alternativa e ainda nutre a ilusão de que um milagre possa restituir a sua popularidade, com a população o reelegendo caso se candidate", diz Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central e hoje à frente da consultoria AC Pastore & Associados.

Segundo Pastore, a grande maioria das pessoas razoavelmente bem informadas atribuía à aprovação da reforma ainda em 2018 uma "probabilidade próxima de zero".

As informações são da Folha de S. Paulo

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