“Governo está perdendo a guerra da comunicação”, diz relator da Previdência

O relator da proposta de reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), verbalizou uma crítica constante nos corredores do Legislativo e afirmou o governo está perdendo a "guerra da comunicação" que ocorre nas mídias sociais; "A trincheira da comunicação é nas redes sociais. Essa batalha precisa ser travada. O governo não pode se restringir a rádio e televisão", completou

Brasília - Após reunião com o ministro da casa Civil Eliseu Padilha, o relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia , fala com a Imprensa (Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Brasília - Após reunião com o ministro da casa Civil Eliseu Padilha, o relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia , fala com a Imprensa (Antônio Cruz/ Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Após as manifestações da última quarta-feira demonstrarem a forte insatisfação popular com a reforma da Previdência, o relator do projeto na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), verbalizou uma crítica constante nos corredores do Legislativo e afirmou o governo está perdendo a "guerra da comunicação" que ocorre nas mídias sociais. "O governo precisa cuidar melhor da comunicação. Inverdades repetidas de maneira massiva se transformam em verdade. É o que está acontecendo nas redes sociais", alertou Maia. "A trincheira da comunicação é nas redes sociais. Essa batalha precisa ser travada. O governo não pode se restringir a rádio e televisão."

As informações são de reportagem do Valor.

"A reclamação reverbera crítica recorrente entre os deputados: a comunicação do governo está falha, muito focada na TV e rádio e não surte efeito esperado. As propagandas são incapazes, protestam os parlamentares, de construir uma narrativa para a reforma, que mostre os pontos positivos e leve a população a apoiar as mudanças. Esses deputados dizem que, se não melhorar rapidamente, a Câmara não terá condições de sustentar o projeto e são pequenas as chances de a proposta não sair desfigurada.

O protesto mais ouvido é que a reforma acabará com os privilégios de juízes, promotores, servidores públicos e políticos, mas que isso não é explorado. "Esse discurso do medo, de que não haverá dinheiro para pagar o Bolsa Família se não tiver mudanças na aposentadoria, não tem o menor efeito em tempos da Lava-Jato e com a classe política acusada de saquear os cofres públicos", diz um parlamentar.

Um deputado reclamava ontem que os vídeos do governo são protocolares, mostrando uma gravação do secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, explicando tecnicamente a proposta. 'Enquanto isso, esses movimentos contrários à reforma contam até com atores famosos narrando os vídeos deles, como o Wagner Moura', ponderou."

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