Guedes: Bolsonaro se referiu ao setor público quando afirmou que o 'Brasil está quebrado'

"Ele [Jair Bolsonaro] está se referindo evidentemente à situação do setor público, que está numa situação financeira difícil", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ainda segundo ele, os planos econômicos do goverrno foram foram “fulminados” pela pandemia

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro
Paulo Guedes e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)
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247 - Após Jair Bolsonaro afirmar que “o Brasil está quebrado e que não pode fazer nada”, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou minimizar a repercussão da declaração afirmando que o ex-capitão fez uma referência ao “setor público” e que os planos econômicos do governo foram “fulminados” pela pandemia. 

“Ele [Jair Bolsonaro] está se referindo evidentemente à situação do setor público, que está numa situação financeira difícil. Porque, depois dos excessos de gastos cometidos por governos anteriores, quando chegou o primeiro governo falando que vai cortar forte, foi fulminado pela pandemia. Nós estamos reconhecendo a dificuldade da situação, mas decidido a enfrentar. Nós vamos seguir com as reformas estruturais. Foi só isso”, disse Guedes em entrevista ao jornal O Globo. 

“É um governo que fez sacrifícios e de repente é fulminado por um raio, que foi essa doença, e gasta 10% do PIB. É tarefa de Sísifo, o cara que empurrava as pedras até lá em cima e os deuses derrubavam a pedra para o cara empurrar tudo outra vez. É evidente que o presidente está se referindo à situação do setor público”, completou. 

Guedes também minimizou o alto índice de desemprego, que chegou a 14,2% em novembro de 2020, o maior percentual da série histórica da Pnad Covid divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 “A economia voltou em V, o setor privado está decolando de novo. Nós somos talvez a única economia que não perdeu emprego no setor formal. Na recessão de 2015 nós perdemos 1 milhão e meio de empregos, na recessão de 2016 nós perdemos 1,3 milhão. E na recessão de 2020 nós perdemos zero empregos no mercado formal”, disse. 

 

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