Guedes quer cortar Imposto de Renda das empresas em mais da metade

O ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou que o governo quer reduzir o Imposto de Renda pago pelas empresas do País de 34% para 15%; para compensar a perda de receita, o ministro estuda aumentar os tributos sobre renda e aplicações financeiras que hoje são isentas ou pagam pouco imposto; proposta deve enfrentar resistência no Congresso, principalmente por parte do lobby de consultores, economistas, advogados e contadores que podem perder com a mudança

Guedes quer cortar Imposto de Renda das empresas em mais da metade
Guedes quer cortar Imposto de Renda das empresas em mais da metade

247 - O ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou que o governo quer reduzir o Imposto de Renda pago pelas empresas do País de 34% para 15%. Para compensar a perda de receita, o ministro estuda aumentar os tributos sobre renda e aplicações financeiras que hoje são isentas ou pagam pouco imposto. Proposta deve enfrentar resistência no Congresso, principalmente por parte do lobby de consultores, economistas, advogados e contadores que podem perder com a mudança.

A reportagem da revista Istoé destaca que "micro e pequenas empresas do Simples (modelo simplificado de cobrança de impostos) também podem ser prejudicadas, se as alíquotas não acompanharem a redução. A proposta de Guedes fixa uma alíquota de 15% para o Imposto de Renda das empresas, mas tributa em 20% os dividendos recebidos pelos sócios, na pessoa física. Os dividendos são pagos aos acionistas de uma empresa pelo lucro gerado. Hoje, as empresas pagam 34% sobre seus lucros e, depois da tributação, os dividendos são distribuídos sem cobrança de Imposto de Renda sobre esses ganhos."

E acrescenta: "como noticiou o Estado, o Brasil entrou em 2019 no topo da lista dos países com a maior alíquota de imposto sobre o lucro das empresas, desbancando a França. O levantamento foi feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de países com as economias mais desenvolvidas do mundo e que tem as alíquotas mais elevadas globalmente. O Brasil não faz parte da organização, mas pleiteia uma vaga."

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