Ibovespa cai com Petrobras antes de Datafolha e Ibope

Ibovespa passou boa parte desta quarta-feira no campo negativo, mas esboçou uma reação nos momentos finais e subiu 450 pontos em 40 minutos, se aproximando da estabilidade, com queda de 0,10%, aos 61.837 pontos; queda da Petrobras foi de mais de 2%; momento agora é de expectativa pelas próximas pesquisas eleitorais; ontem, o dia foi de alta em meio aos rumores de que Marina Silva (PSB) aparecesse mais à frente de Dilma na pesquisa Ibope

bovespa
bovespa (Foto: Gisele Federicce)

Por Rodrigo Tolotti Umpieres

SÃO PAULO - O Ibovespa passou boa parte desta quarta-feira (3) no campo negativo, mas esboçou uma reação nos momentos finais e subiu 450 pontos em 40 minutos, se aproximando da estabilidade, com queda de 0,10%, aos 61.837 pontos. Parte deste desempenho se deve aos papéis da Petrobras, que caíram mais de 2%, chegando a recuar 4% na mínima da sessão. O volume na Bovespa fechou o dia em R$ 9,796 bilhões.

Vale ressaltar que, ontem, o dia foi de alta em meio aos rumores de que a candidata à presidência Marina Silva (PSB) aparecesse mais à frente de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. Na noite de ontem, pesquisa em São Paulo e no Rio de Janeiro, mostraram a candidata do PSB bem a frente de Dilma. Ainda hoje será apresentada nova pesquisa Ibope e Datafolha. Além disso, o mercado fica de olho no Copom (Comitê de Política Monetária), com a expectativa de manutenção na Selic para 11% ao ano.

Conforme aponta o analista da Geral Investimentos, o movimento pode apontar uma realização em meio às fortes altas: o momento agora é de expectativa pelas próximas pesquisas. Já o analista técnico Raphael Figueredo, da Clear Corretora destacou, em entrevista ao InfoMoney, que o Ibovespa já está muito próximo da sua zona de objetivo e a relação risco/retorno das operações neste momento ficam muito comprometidas.

Do cenário internacional, os agentes avaliam a situação geopolítica, enquanto aguardam pela reunião do BCE (Banco Central Europeu) marcada para amanhã. Nos EUA, os principais índices acionários têm uma dia de estabilidade, enquanto as bolsas europeias registram ganhos de cerca de 1%.

Vale

Enquanto Petrobras registra forte baixa, assim como bancos e Eletrobras (ELET3, R$ 8,26, -1,08%; ELET6, R$ 12,03, -1,31%), Vale e siderúrgicas registram ganhos, depois de nove sessões no negativo.

Já no noticiário corporativo, atenção para as ações da Vale (VALE3, R$ 29,13, +1,32%; VALE5, R$ 25,84, +1,29%), que depois de nove sessões no negativo operam em fortes ganhos. No mesmo caminho, aparecem os ativos da Bradespar (BRAP4, R$ 20,13, +0,80%), holding que detém forte participação na mineradora. Destaque também para as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 8,72, +3,81%), Gerdau (GGBR4, R$ 13,43, +2,52%) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 16,46, +3,13%), que figuram entre as maiores altas do Ibovespa.

Além delas, aparece no radar ainda a Ambev (ABEV3), que vê suas ações subirem cerca de 1%. Segundo informações do jornal Valor Econômico, o aumento da tributação das bebidas frias, categoria que reúne cerveja, água, isotônicos e refrigerantes, previstos para o início deste mês de setembro, ainda não tem prazo para acontecer e deverá ficará para depois das eleições, o que pode mexer com as ações da companhia. A possibilidade de se jogar a correção para o próximo ano também não está totalmente descartada, afirma o jornal.

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