Ibovespa fecha no maior nível desde 13 de março; dólar se mantém a R$ 5,19

Mercado fica no quase e termina a sessão com mais de 79 mil pontos

Bolsa de Valores de São Paulo
Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
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Infomoney - O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (14) e terminou a sessão perto dos 80 mil pontos, no maior patamar de fechamento desde o dia 13 de março, quando a Bolsa encerrou o pregão nos 82.677 pontos.

Contudo, o índice ficou longe da máxima, tendo batido 81.667 pontos no intraday. Lá fora, as bolsas dos Estados Unidos tiveram desempenhos mais fortes que a brasileira, com os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subindo entre 2,4% e 3,95%.

Esses dados econômicos se somam com notícias um pouco mais esperançosas a respeito do coronavírus no mundo. A Itália começou hoje a abrir algumas atividades proibidas durante o período mais crítico do isolamento social como livrarias, papelarias e lojas de roupas infantis, além de algumas indústrias.

Já a Espanha liberou o trabalho de pessoas que não podem fazer home office, mas apenas sob critérios rigorosos de segurança. Por outro lado, na França, o presidente Emmanuel Macron estendeu a quarentena até 11 de maio após o país registrar 574 mortes pela Covid-19 em apenas 24 horas.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, 1,92 milhão de pessoas foram infectadas pelo coronavírus ao redor do mundo, das quais 582 mil nos Estados Unidos. O número de mortos pela doença passa de 119 mil no mundo.

Hoje, o Ibovespa registrou ganhos de 1,37%, aos 79.918 pontos com volume financeiro negociado de R$ 21,17 bilhões.

Já o dólar futuro para maio tem baixa de 0,46% a R$ 5,182. O dólar comercial, por sua vez, apresentou alta de 0,09%, a R$ 5,1891 na compra e R$ 5,1906 na venda.

Por aqui, a Câmara dos Deputados aprovou o plano de auxílio a estados e municípios. A versão mais enxuta da proposta, costurada pelo relator Pedro Paulo (DEM-RJ), foi aprovada por 431 votos a 70, contrariando a posição do governo federal. Foi retirada do texto a possibilidade de endividamento de 8% da Receita Corrente Líquida para estados com garantia da União.

Mas a recomposição de perdas de arrecadação com ICMS e ISS pelo governo federal foi ampliada para seis meses. Agora, o texto segue para o Senado Federal, onde precisa de pelo menos 41 dos 81 votos totais para ser aprovado.

Hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que o PIB brasileiro vai cair 5,3% este ano. No relatório divulgado em janeiro, antes dos efeitos da pandemia de Covid-19 na economia brasileira, a previsão do FMI era que a economia brasileira cresceria 2,2% neste ano.

Nos EUA, o banco JP Morgan Chase, o primeiro a apresentar resultados do primeiro trimestre de 2020 nos Estados Unidos na manhã de hoje, informou que obteve um lucro de US$ 0,78 por ação no período, abaixo das expectativas do mercado, que eram de US$ 1,84 por ação, por conta do efeito coronavírus, mas as ações indicam um dia de ganhos na NYSE.

Brasil tem mais de 300 mil casos

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UNB), que participam do portal Covid-19 Brasil, estimam que o país já tenha 313 mil pessoas infectadas pelo coronavírus, informa o jornal O Globo. O Brasil é um dos países que menos testam no mundo para o coronavírus e existe falta crônica de kits para testagem.

Os cientistas alertam que a saúde em São Paulo, que concentra a maioria dos casos e das mortes pelo coronavírus, pode entrar em colapso já na próxima segunda-feira, se não aumentar a adesão às medidas de isolamento social. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 25.262 casos confirmados e 1.532 mortes pelo coronavírus.

No fim da tarde saiu a notícia de que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi diagnosticado com a Covid-19.

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