Ibovespa sobe com vacina e EUA e dólar cai a R$ 5,29

Mercado mostra ganhos diante da melhora no noticiário internacional após uma semana de muita volatilidade

Dólar tem maior queda semanal em mais de um ano após Fed
Dólar tem maior queda semanal em mais de um ano após Fed (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)
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Infomoney - O Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira (14) com a retomada dos testes da vacina da AstraZeneca contra o coronavírus. Na semana passada, os testes haviam sido suspensos por conta dos efeitos colaterais causados em um dos pacientes.

Nos Estados Unidos, as bolsas registram uma recuperação depois do sell-off que atingiu em cheio as ações do setor de tecnologia na semana passada. Os papéis da Apple sobem 2,8%, enquanto os da Tesla disparam 4% em Wall Street. Ajuda a melhora no setor a notícia de que a Nvidia comprou por US$ 40 bilhões a fábrica de chips Arm Holdings do SoftBank.

Por aqui, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 2,15% em julho na comparação com junho, em seu terceiro mês de recuperação depois da forte retração da atividade por conta da pandemia do coronavírus. Na base anual, a queda foi de 4,89%.

A expectativa dos economistas, segundo projeção mediana em pesquisa Bloomberg, era de uma alta de 3,40% em julho na comparação mensal, depois de marcar uma alta de 4,89% na medição anterior. O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Às 12h40 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha alta de 1,17%, aos 99.512 pontos. Quem limita os ganhos hoje são as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que recuam na esteira do petróleo. Para mais destaques de ações, clique aqui.

Enquanto isso, o dólar comercial cai 0,71% a R$ 5,2926 na compra e a R$ 5,2951 na venda. O dólar futuro para outubro tem queda de 0,62%, a R$ 5,29.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem baixa de dois pontos-base a 2,81%, o DI para janeiro de 2023 perde quatro pontos-base a 4,08%, o DI para janeiro de 2025 recua cinco pontos-base a 5,93% e o DI para janeiro de 2027 varia negativamente cinco pontos-base a 6,91%.

Ainda no radar, fontes do Wall Street Journal dizem que a Oracle venceu a disputa para assumir as operações americanas do aplicativo chinês TikTok, derrotando a Microsoft. As fontes dizem que a Oracle deve ser anunciada como “parceira tecnológica de confiança” da ByteDance, controladora do aplicativo de compartilhamento de vídeos curtos, num acordo que não envolverá venda direta.

Entre os indicadores, os economistas esperam uma queda um pouco menor do PIB brasileiro em 2020, mostrou o Relatório Focus do Banco Central. Na semana passada, a expectativa mediana para o indicador era de retração de 5,31% este ano, número que foi revisado a -5,11% esta semana. Para 2021, a mediana das projeções segue em crescimento de 3,5% do PIB.

Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a expectativa subiu de 1,78% para 1,94% para 2020. Para 2021, a previsão oscilou de 3,00% para 3,01%.

A expectativa para o dólar, por sua vez, se manteve em R$ 5,25 para o fim de 2020. Para 2021, a projeção é de que o câmbio encerre o ano em R$ 5,00.

Por fim, as estimativas dos economistas para a taxa básica de juros, Selic, continuaram em 2% ao ano em 2020, mas foram reduzidas de 2,88% para 2,50% ao ano para 2021.

No Brasil, chama atenção o veto do presidente Jair Bolsonaro ao perdão de R$ 1 bilhão em tributos a igrejas no país, seguindo uma recomendação do ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, ele disse que teria votado pela derrubada do veto se fosse deputado ou senador.

Outro destaque do noticiário nacional são os planos do governo de incluir no texto da Constituição os principais conceitos do Renda Brasil, programa social que vai substituir o Bolsa Família. Também chama atenção a mobilização de governos locais das regiões Norte, Nordeste e Sul do país contra a venda de ativos da Petrobras.

Veto a perdão de dívidas

O presidente Jair Bolsonaro vetou o perdão de R$ 1 bilhão em tributos a igrejas no país, seguindo uma recomendação do ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, ele tentou não desagradar o segmento religioso, ao estimular que o próprio veto seja derrubado pelo Congresso. Em rede social, ele afirmou que, se fosse deputado ou senador, votaria pela derrubada do veto.

Neste final de semana, foi noticiado que o governo estuda incluir no texto da Constituição os principais conceitos do Renda Brasil, programa social que vai substituir o Bolsa Família. Em entrevista ao Estadão, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse que o objetivo é garantir o direito a uma renda mínima a todo cidadão brasileiro.

Segundo Bezerra, a ideia é incluir os conceitos do Renda Brasil no parecer do senador Marcio Bittar (MDB-AC) sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do pacto federativo, que traz medidas para cortar despesas e abrir espaço no teto de gastos, o mecanismo que atrela o aumento das despesas à inflação.

Outro destaque do final de semana foi a informação de que as medidas contidas na reforma administrativa podem gerar economia entre R$ 673 bilhões e R$ 816 bilhões em dez anos, para União Estados e municípios, de acordo com cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Além disso, em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu o respeito ao teto de gastos e disse que propostas no sentido contrário podem jogar o país em “mais uma década perdida”.

Segundo ele, o governo precisa enfrentar o crescimento das despesas obrigatórias, principalmente as sujeitas ao teto – como previdência, gastos com pessoal, subsídios e subvenções, benefícios diversos, despesas de fundos. Em sua visão, as reformas administrativa e tributária também são essenciais para o país.

Mobilização contra saída da Petrobras

Ainda no noticiário nacional, chama atenção a mobilização de governos locais das regiões Norte, Nordeste e Sul do país contra a venda de ativos da Petrobras. A empresa já anunciou que vai concentrar seus investimentos no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde está o petróleo do pré-sal.

Segundo o Estado de S.Paulo, para conseguir sair dos outros estados, será preciso negociar dívidas ambientais, tributárias e trabalhistas. No entanto, os governadores e parlamentares locais não têm pressa para deixar a estatal ir embora, temendo uma possível queda na arrecadação e impactos no mercado de trabalho.

Ao todo, existem 164 áreas de produção de petróleo e gás da Petrobrás sendo vendidas em todo o Brasil, segundo a agência de notícias epbr. Desse total, 148 áreas estão localizadas fora do eixo Rio-São Paulo.

Representantes dos governos e deputados de seis Estados têm se reunido virtualmente com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás, do Congresso, que lançou há pouco mais de um mês a campanha ‘Petrobrás, fica!’.

Além disso, hoje serão retomados no Brasil os ensaios clínicos da vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os testes haviam sido suspensos globalmente depois de um dos participantes ter manifestado uma doença.

Radar corporativo

O tema do dia no noticiário corporativo é a compra do Grupo Laureate no Brasil pela Ser Educacional, por R$ 4 bilhões. O pagamento será feito em dinheiro em ações, sendo que a parcela em dinheiro soma R$ 1,7 bilhão. Além disso, a Laureate vai receber 44% das ações da Ser.

Segundo comunicado, a transação elevará o número de alunos da Ser para 452 mil. No release de resultados do segundo trimestre de 2020, a empresa informou ter uma base total de alunos de 183,5 mil alunos no primeiro semestre. Ou seja, a aquisição vai mais que dobrar o número de estudantes.

Além disso, a Azul recebeu no domingo uma proposta formal de apoio financeiro à empresa feita pelo BNDES e um sindicato de bancos privados. Segundo O Globo, a oferta prevê a captação em mercado de ao menos R$ 2 bilhões, com participação da estatal de até 60% do montante.

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