J&F coloca empresas à venda e quer arrecadar R$ 8 bilhões

O grupo J&F, controlado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, quer vender empresas que somam R$ 8 bilhões. Dois ativos já estão em processo de venda: A Vigor Alimentos, e as linhas de transmissão de energia; além disso, a holding analisa vender a Eldorado, empresa de celulose, a Alpargatas, dona das marcas Havaianas e Osklen, e a Flora, de produtos de limpeza; informação consta de relatório da agência de classificação de risco, Standard & Poor's, que atribuiu as notícias sobre a venda de ativos à administração da empresa

Joesley Batista
Joesley Batista (Foto: José Barbacena)

247 - O grupo J&F, controlado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, quer vender empresas que somam R$ 8 bilhões. Dois ativos já estão em processo de venda: A Vigor Alimentos, e as linhas de transmissão de energia. Além disso, a holding analisa vender a Eldorado, empresa de celulose, a Alpargatas, dona das marcas Havaianas e Osklen, e a Flora, de produtos de limpeza.

A informação consta de relatório da agência de classificação de risco, Standard & Poor's, que atribuiu as notícias sobre a venda de ativos à administração da empresa. Segundo análise da agência, a capacidade de pagar suas dívidas está vinculada à venda de ativos.

"Portanto, sua trajetória de rating de curto prazo estará atrelada ao ritmo e à dimensão das futuras vendas de ativos", destaca a S&P em comunicado, que informa que assim que essas vendas ocorrerem, o perfil de crédito da J&F será reavaliado.

Para a agência, as investigações de corrupção na empresa trazem riscos à flexibilidade financeira do grupo e ao seu refinanciamento no mercado. Além disso, a assinatura de um acordo de leniência J&F, com multa no valor de R$ 10,3 bilhões, ampliou a dívida ajustada da empresa, que consiste atualmente de R$ 4,2 bilhões de dívida própria e cerca de R$ 7 bilhões de garantias fornecidas a subsidiárias, principalmente à Eldorado.

"Embora esse acordo atenue as preocupações com relação à continuidade dos negócios do grupo, ele mais do que duplicou a dívida ajustada da J&F", diz a S&P.

Para a agência, as investigações de corrupção também destacam a inabilidade do grupo para implementar controles internos e de tolerância ao risco, indicando uma deficiência de governança que pesa sobre seu perfil de risco.

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