José Dirceu: juros da dívida devem ser zerados

Ex-ministro falou à TV 247 sobre como enxerga as consequências econômicas da pandemia de coronavírus no Brasil. Para ele, é preciso “repensar a forma de organização da vida” e “rediscutir o capitalismo”. Assista

José Dirceu
José Dirceu (Foto: Lula Marques)
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247 - O ex-ministro José Dirceu conversou com a TV 247 sobre os impactos econômicos da pandemia de coronavírus que recairão sobre o Brasil. Ele defendeu que os juros da dívida pública sejam zerados. Além de juros zero, o ex-ministro afirmou que a renegociação da dívida deveria ser obrigatória, em detrimento da “vida nacional”. 

“Espero que o País reflita sobre a importância do Estado de bem-estar social, é a construção disso que está nos permitindo sobreviver a essa pandemia, é o SUS, é a educação pública e gratuita, a merenda escolar, a Previdência, os bancos públicos. Veja bem, os bancos privados não estão renegociando as dívidas, nós vamos pagar juro da dívida pública em uma pandemia, quando a vida nacional está em risco? Deveria ser juro zero para dívida pública, e as negociações deveriam ser compulsórias”, disse.

Para ele, é necessário adotar uma política de congelamento da economia e, quando a crise passar, rediscutir o capitalismo. “O Brasil é rico, desenvolvido, acontece que o País na relação de propriedade, riqueza e renda é um dos piores do mundo, com uma estrutura tributária e um sistema financeiro bancário que agrava isso de uma maneira brutal. O que o capital financeiro bancário e rentista absorve da renda nacional hoje, tirando das famílias e das empresas, e o que essa estrutura tributária e o juro da dívida pública concentra de renda é um escândalo. É preciso uma revolução social no Brasil e é preciso rediscutir o capitalismo e repensar a forma de organização da vida”.

Dirceu afirmou que o congelamento da economia é a garantia do funcionamento da saúde e alimentação. “Não há como tomar medidas para uma economia de guerra, em uma economia de guerra você reconverte toda a economia para o esforço de guerra, aqui pode reconverter parte da economia para a saúde pública e manter a economia para alimentação, logística, abastecimento de energia, água e luz  para as indústrias e empregos não serem destruídos, fazer uma espécie de congelamento”.

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