Lula: sem política, não existe economia

“Desigualdade não é vista no governo como uma questão política, uma questão prioritária”, inicia Lula. “O pobre é um número estatístico que você utiliza de vez em quando”, diz ele. Lula conta que, ao ser eleito, levou os ministros para conhecer o Brasil real, aquele para o qual tinham sido eleitos, e não Brasília. Ele considera que o esquecimento dos pobres faz parte da cultura brasileira

(Foto: Stuckert)
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Trechos da entrevista de Lula ao GGN – “Desigualdade não é vista no governo como uma questão política, uma questão prioritária”, inicia Lula. “O pobre é um número estatístico que você utiliza de vez em quando”, diz ele.  Lula conta que, ao ser eleito, levou os ministros para conhecer o Brasil real, aquele para o qual tinham sido eleitos, e não Brasília. Ele considera que o esquecimento dos pobres faz parte da cultura brasileira.

Representação popular em seu governo sempre foi uma tônica, lembra Lula. Ao longo de seu governo fez 74 conferências nacionais, em que os diversos atores, e todos cidadãos brasileiros, sentiam que estavam influindo nas políticas públicas.

O ex-presidente diz uma frase fundamental: “Eu fui eleito para governar para todos!”. Esta frase sintetiza a máxima de que, mesmo vindo de onde veio, sabia que sua função não era um ou outro, eram todos. E, da mesma forma com que olhou e proporcionou políticas de proteção para os menos favorecidos, deitou olhos no empresariado, que nunca foi tão respeitado quanto em seu governo. E foi em seu governo que, pela primeira vez, os 20% mais pobres tiveram aumento maior que os 20% mais ricos. Isso foi governar para todos, cuidando daqueles que precisavam mais.

É preciso olhar ainda que, mesmo com o país crescendo de 1950 a 1980, na ordem de 7% ao ano, não houve distribuição de renda. A economia crescia, e ele cita 1973 quando era trabalhador da Villares, e não se sentia esse crescimento. “Sentia que tinha mais empregos, mas o salário não crescia”, explica.

Leia a íntegra no GGN e assista um trecho:

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