Maré vermelha atinge todas as Bolsas do mundo

s 13h00, o quadro estava assim: So Paulo (-3,64%), Nova York (-2,97), Paris (-5,06%), Frankfurt (-4,72%); a crise chegou para ficar?

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247 - A Bovespa abriu em queda forte e agora há pouco o índice de ações derretia 3,4%, aos 54.057 pontos. O temor é de agravamento da crise, com repercussões na área bancária. O grande fator de risco passou a ser a percepção de que as autoridades monetárias, Bancos Centrais e governos dos países ricos esgotaram a maioria das opções para enfrentar a crise e suas múltiplas manifestações, associando ameaça de recessão, crise bancária e potencial moratória da dívida soberana de países centrais. A situação exige cuidados redobrados.

PRÉ-ABERTURA - O mercado opera em tensão máxima desde ontem. O que realmente importa e traz doses carregadas de nervosismo ao mercado acionário de todo o mundo é a constatação crescente de que o os governos estão perdendo espaço de manobra e não há muito mais o que fazer para tirar os países do marasmo.

Em dias alternados, o mercado se ressente e entra em alta volatilidade. A crise está aí, já é velha conhecida, mas os governos e autoridades nada fazem, ou nada conseguem fazer. Não há situação política nem ideia econômica capazes de dar um pouco de esperança às pessoas.

A saraivada de más notícias é apenas mais um detalhe, nesse contexto de tragédia diária. Ontem, houve o rebaixamento dos gigantes financeiros globais Bank of America, Citibank e Wells Fargo. À tarde, o Fed finalmente confirmou a decisão de recomprar US$ 400 bilhões em títulos do Tesouro americano para injetar liquidez no mercado. Seria um bom dado para os investidores, mas a medida veio acompanhada de um relatório classificado como ‘sombrio’ pelos analistas.

Segundo o diagnóstico do Fed, a economia americana está em muito más condições. Essa visão confirmou a informação do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que o mundo está à beira de assistir a uma nova recessão nos países mais ricos. Na Europa continua a indecisão dos governos em medidas concretas para tirar a região da crise, afastando as desconfianças em relação aos bancos locais. As bolsas locais amanheceram hoje em ritmo de desastre. Londres cai 4%, Frankfurt derrete 3,8% e Paris despenca 4,3%.

Na falta de perspectivas, sobra para todo mundo. Inclusive para o Brasil. A bolsa resistiu ontem e caiu 0,7%. Foi pouco ante o desastre mundial. Mas não há força para resistir muito tempo. O dólar começa a incomodar, pois está subindo sem parar e afeta as expectativas inflacionárias e a gestão de caixa das empresas, que aumentam suas dívidas em moeda americana, caso não tenham feito operação de hedge. Hoje, não se vê muito espaço para a bolsa subir.

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