Meirelles tenta segurar nota de risco no gogó

Depois de produzir o maior rombo fiscal da história do País, Henrique Meirelles aposta em conversa mole com agências de risco como estratégia para manter a classificação de risco-Brasil e evitar o rebaixamento; ministro teria pedido que as agências de classificação de risco adiem por três meses a revisão da nota de crédito do Brasil e assim evitar a fuga de investidores; nesta terça-feira (15), a agência Standard & Poors (S&P) anunciou a retirada da nota brasileira da condição de observação negativa, mas manteve o status dois níveis abaixo do grau de investimento; agências Moody's e Fitch ainda não emitiram posição sobre o assunto

Meirelles, durante seminário em Brasília 17/4/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Meirelles, durante seminário em Brasília 17/4/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)

247 - Após o governo Michel Temer elevar o rombo das contas públicas para R$ 159 bilhões, o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, pediu que as agências de classificação de risco adiem por três meses a revisão da nota de crédito do Brasil. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o pedido de adiamento visa evitar um novo rebaixamento da nota brasileira.

Nesta terça-feira (15), a agência Standard & Poors (S&P) anunciou a retirada da nota brasileira da condição de observação negativa, que havia sido estabelecida em maio, mas manteve o status em "BB", dois níveis abaixo do grau de investimento. As agências Moody's e Fitch ainda não emitiram posição sobre o assunto.

Alçado ao poder por meio de um golpe parlamentar que prometia reduzir o déficit e colocar o país "nos trilhos do crescimento", a nova meta fiscal do governo prevê que o déficit se prolongue pelos próximos três anos.

 

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