Mercado prevê Selic a 3,25% e queda do PIB de 1,18% em 2020

O relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (6), prevê que o dólar deve se manter em R$ 4,50, no ano de 2020, com alta de R$ 4,30 para R$ 4,40, no final de 2021

Benchmark da bolsa brasileira teve seu pior fechamento desde 30 de março de 2009 e acumula queda de 4% em 2 dias; das 61 ações presentes na carteira do índice, 57 fecharam no vermelho; pessimismo do mercado em mais uma sessão tem como pano de fundo um novo "circuit breaker" na bolsa da China
Benchmark da bolsa brasileira teve seu pior fechamento desde 30 de março de 2009 e acumula queda de 4% em 2 dias; das 61 ações presentes na carteira do índice, 57 fecharam no vermelho; pessimismo do mercado em mais uma sessão tem como pano de fundo um novo "circuit breaker" na bolsa da China (Foto: Gisele Federicce)
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Por InfoMoney Diante da escalada do número de infectados pela Covid-19 e do efeito recessivo do vírus na economia brasileira, o mercado financeiro vê espaço para um corte ainda maior da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, levando a taxa básica de juros dos atuais 3,75% para 3,25% ao ano, ante previsão anterior de corte para 3,50%. É o que mostra o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (6). Para 2021, a projeção de alta também foi revista para baixo, de 5,00% para 4,75% ao ano.

O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela oitava vez consecutiva, englobando uma visão mais pessimista. Agora, os economistas veem uma contração da economia brasileira de 1,18% neste ano, ante expectativa de retração de 0,48%.

Em meio a medidas de isolamento social visando minimizar a disseminação do coronavírus, as expectativas para inflação e crescimento da economia do país voltaram a ser reduzidas. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela quarta vez consecutiva, de 2,94% para 2,72%, em 2020, e de 3,57% para 3,50%, em 2021.

No que tange às previsões para o mercado cambial, o relatório Focus revelou que a estimativa para o dólar se manteve em R$ 4,50, em 2020, com alta de R$ 4,30 para R$ 4,40, ao fim de 2021.

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