“Mercado tem ideia ingênua de que surgirá um candidato pró-reformas”

Economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito não está otimista quanto à retomada da economia brasileira; na avaliação dele, os sinais de recuperação do fim de 2017 são inconsistentes; para 2018, Perfeito vê uma série de desafios: não acredita que a reforma da Previdência tenha espaço para ser votada, se mostra pessimista quanto à volta de investimentos mais fortes e teme que o teto de gastos estoure

Economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito não está otimista quanto à retomada da economia brasileira; na avaliação dele, os sinais de recuperação do fim de 2017 são inconsistentes; para 2018, Perfeito vê uma série de desafios: não acredita que a reforma da Previdência tenha espaço para ser votada, se mostra pessimista quanto à volta de investimentos mais fortes e teme que o teto de gastos estoure
Economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito não está otimista quanto à retomada da economia brasileira; na avaliação dele, os sinais de recuperação do fim de 2017 são inconsistentes; para 2018, Perfeito vê uma série de desafios: não acredita que a reforma da Previdência tenha espaço para ser votada, se mostra pessimista quanto à volta de investimentos mais fortes e teme que o teto de gastos estoure (Foto: Charles Nisz)

Brasil 247 - Economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito não está otimista quanto à retomada da economia brasileira. Na avaliação dele, em entrevista ao jornal El Pais Brasil, os sinais de recuperação do fim de 2017 são inconsistentes. Para 2018, Perfeito vê uma série de desafios: não acredita que a reforma da Previdência tenha espaço para ser votada, se mostra pessimista quanto à volta de investimentos mais fortes e teme que o teto de gastos estoure.

Perfeito diz que os fatores que puxaram a economia para cima em 2017 (agricultura e liberação do FGTS) não estarão presentes em 2018. Para ele, o crescimento de 3% esperado para 2018 mostra somente o fim de um período recessivo. Segundo André, só haverá retomada dos investimentos em 2019, após as eleições.

Na avaliação de Perfeito, o desemprego continuará a ser um problema em 2018, pois as vagas criadas atualmente não são tão boas e a massa salarial continuará estável. O economista diz que o plano do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em cortar os gastos públicos e diminuir os juros não funcionará, pois não há demanda para a produção econômica.

Perfeito acredita que a Reforma da Previdência ficará para 2019. Segundo ele, como a população está contra a Reforma, os deputados não se arriscarão a aprovar a medida em um ano eleitoral como o de 2018. "O mercado financeiro está trabalhando como uma hipótese muito ingênua de que tudo vai mudar, de que vai aparecer um candidato (competitivo para levar o pleito) que irá tocar as reformas", diz Perfeito.

 

 

 

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