Metade das capitais prevê déficit primário em 2018

A maioria das capitais brasileiras (18 ao todo) está prevendo menos investimentos este ano em relação a 2017; o orçamento para 2018 das prefeituras é o primeiro elaborado pelas gestões eleitas em 2016; segundo levantamento do G1, 13 capitais conseguiram autorização para terminar 2018 com déficit primário; isso significa que as receitas serão insuficientes para bancar os gastos como pagamento de pessoal e investimentos, sem contar as operações financeiras, como pagamento de juros e amortização de empréstimos

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dinheiro salario (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A maioria das capitais brasileiras (18) está prevendo menos investimentos este ano em relação a 2017. O orçamento para 2018 das prefeituras é o primeiro elaborado pelas gestões eleitas em 2016.

Segundo levantamento do G1, 13 capitais conseguiram autorização para terminar 2018 com déficit primário. Isso significa que as receitas serão insuficientes para bancar os gastos como pagamento de pessoal e investimentos, sem contar as operações financeiras, como pagamento de juros e amortização de empréstimos. A diferença precisa ser coberta por novos empréstimos, caixa ou venda de ativos.

Um das cidades com maior redução nos investimentos previstos para 2018 é Porto Alegre (- 28%). A prefeitura prevê um déficit de R$ 45,5 milhões para este ano, ainda maior que os R$ 23 milhões de 2017. "A falta de recursos é evidente, diante de um problema estrutural que vem se consolidando ao longo do tempo (...) dado pelo crescimento da despesa com pessoal e o déficit previdenciário", diz a prefeitura, em nota.

Em São Paulo, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) afirma que a redução de 3,8% na previsão de despesas de investimento não afeta o cronograma de projetos, mas condiciona a programação à viabilização de empréstimos e de privatizações. O orçamento de 2018 prevê um déficit primário de R$ 1,6 bilhão, ante superávit de R$ 4,8 bilhões em 2017.

"Não acho que [a redução na previsão de investimentos] vá alterar [o cronograma de projetos], porque quando fizemos o plano plurianual já levamos esse contexto em consideração, então os planos estão mantidos. Mas dependemos das receitas de crédito e privatização deste ano", disse o secretário de Finanças de São Paulo, Caio Megale.

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