Ministro que diz não haver mais lugar para cortes recebeu mais de R$ 60 mil em junho

Remuneração líquida do ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, no mês de junho desse ano, quando também recebeu o valor das férias, foi de R$ 48 mil, somados a R$ 18 mil de Jeton, pagamento extra feito a servidores públicos federais por participação em órgãos ou comissões em nome do governo; com um rombo de R$ 159 bilhões nas contas, o governo Temer pretende congelar o salário dos servidores públicos em 2018 e restringir benefícios como auxílio moradia e ajuda de custo; ministro tem defendido corte de gastos, mas não cumpre ajuste fiscal

Brasília - O ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

247 - O ministro do Planejamento do governo Temer, Dyogo de Oliveira, teve no mês de junho desse ano, quando também recebeu o terço de suas férias, uma remuneração líquida total de cerca de R$ 66 mil.

Foram R$ 48 mil referentes ao seu salário e ao terço das férias, somados a R$ 18 mil de Jeton, pagamento extra feito no Brasil a servidores públicos federais por participação em órgãos ou comissões em nome do governo (confira na imagem abaixo).

Enquanto isso, com um rombo de R$ 159 bilhões nas contas públicas, o governo Temer pretende congelar o salário dos servidores públicos em 2018, além de restringir benefícios como auxílio moradia e ajuda de custo a esses funcionários.

De acordo com o ministro do Planejamento, que tem defendido cada vez mais corte de gastos, a medida tem como objetivo corrigir distorções, uma vez que, segundo ele, a remuneração das carreiras federais está acima dos valores de mercado.

O governo ainda encaminhará ao Congresso um projeto de lei para para a imposição do teto remuneratório a todas as verbas recebidas por servidores e membros de todos os Poderes e entes da Federação. A intenção é economizar R$ 725 milhões com a medida, apenas na esfera federal.

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