Miriam Leitão atribui recessão de 2015 e 2016 ao PT, omitindo Lava Jato e a sabotagem golpista

Colunista do Globo ignora os efeitos no PIB da quebra das construtoras brasileiras, da paralisação dos investimentos e das pautas-bomba

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(Foto: Reprodução)
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247 – A jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo que fez campanha pelo golpe de estado de 2016 com a tese das 'pedaladas fiscais, atribui, em sua coluna deste domingo, a grande recessão iniciada em 2015, e que ainda não terminou, cinco anos após o referido golpe, ao Partido dos Trabalhadores, sem mencionar fatores determinantes como a Lava Jato, a quebra das construtoras brasileiras, a paralisação dos investimentos em infraestrutura, a política de preços da Petrobrás implantada após o golpe que trouxe inflação e desemprego e a própria sabotagem golpista, com as pautas-bomba de Eduardo Cunha na política do 'quanto pior, melhor', apoiada pelo PSDB.

"O ex-ministro Guido Mantega define a política econômica do PT como social-desenvolvimentismo, e a ela creditou todos os méritos. Os problemas que o Brasil vive seriam todos culpa do 'neoliberalismo anacrônico'. Um dos problemas do artigo é a marcação do tempo. Para ele, os governos do PT vão de 2003 a 2014, tempo em que o país cresceu 3,5% ao ano e o desemprego caiu a 6%. O terrível ano de 2015 sumiu da História. Nele, o PIB caiu 3,5%, a inflação disparou e o desemprego subiu. Depois veio o ano de 2016 em que o partido ainda estava no poder até maio. Quem acompanhou aquele tempo sabe que erros sucessivos levaram ao desastre, que custou 7% do PIB. É cômodo apagar fatos da história, mas o correto seria explicar como foi que caímos no buraco econômico ao fim daquela administração", escreve a jornalista.

"O PT teve muitos méritos. E errou muito. Fez por anos a melhor política ambiental que o país já teve, mas fez Belo Monte, um elefante branco agressor da floresta e dos povos indígenas. Acumulou reservas cambiais que até hoje são a garantia do país nas crises internacionais, mas em nome do 'desenvolvimentismo' privilegiou alguns grupos econômicos. Um partido de esquerda que eleva o volume de subsídios ao capital precisa repensar seus caminhos", aponta ainda a jornalista.

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