Moody's rebaixa Argentina por queda das reservas

Agência de classificação de risco cortou o rating do país de Cristina Kirchner para um grau especulativo ainda baixo nesta segunda-feira, e disse que a forte queda das reservas internacionais do banco central elevam as preocupações com a capacidade de honrar sua dívida externa

Agência de classificação de risco cortou o rating do país de Cristina Kirchner para um grau especulativo ainda baixo nesta segunda-feira, e disse que a forte queda das reservas internacionais do banco central elevam as preocupações com a capacidade de honrar sua dívida externa
Agência de classificação de risco cortou o rating do país de Cristina Kirchner para um grau especulativo ainda baixo nesta segunda-feira, e disse que a forte queda das reservas internacionais do banco central elevam as preocupações com a capacidade de honrar sua dívida externa (Foto: Roberta Namour)
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Reuters - A agência de classificação de risco Moody's Investors cortou o rating da Argentina para um grau especulativo ainda baixo nesta segunda-feira, e disse que a forte queda das reservas internacionais do banco central elevam as preocupações com a capacidade do país de honrar sua dívida externa.

A Moody's reduziu o rating soberano da Argentina para "Caa1", de B3, e revisou a perspectiva para estável, de negativa.

O principal motivo para o rebaixamento foi a queda das reservas internacionais que, segundo o analista da Moody's Gabriel Torres, estão em "quase queda-livre".

As reservas internacionais do país caíram para 27,5 bilhões de dólares, ante o pico de 52,7 bilhões de dólares em 2011, de acordo com a Moody's.

"O que vamos estar observar mais do que qualquer outra coisa são as reservas", disse.

"Se a Argentina melhorar suas opções de financiamento, da forma que for --desde que recorra aos mercados, a maiores empréstimos bilaterais, a maiores ingressos de capitais, qualquer que seja a medida que torne mais fácil para eles-- então todas são ações positivas em relação ao crédito", afirmou Torres.

Mas a Argentina está excluída dos mercados de capitais há mais de uma década desde que decretou moratória de 100 bilhões de dólares, em 2002.

A Argentina reestruturou sua dívida em 2005 e 2010, por meio da troca de bônus, impondo grande desconto para os investidores. Contudo, o país enfrenta demandas internacionais por parte de credores que exigem o pagamento total da dívida contraída.

"A Argentina poderia, por exemplo, buscar recursos do Fundo Monetário Internacional, mas teria que ter uma relação com o FMI totalmente diferente da que tem hoje", disse Torres.

(Por Kanika Sikka em Bangalore, Luciana Lopez em Nova York e Hugh Bronstein em Buenos Aires)

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