Moody's rebaixa rating do Brasil, mas mantém selo de bom pagador

A agência de classificação de risco rebaixou nesta terça-feira o rating soberano do Brasil de "Baa2" para "Baa3", a última nota dentro da faixa considerada como grau de investimento, e alterou a perspectiva da nota de "negativa" para "estável". A Moody's citou, entre os motivos para o rebaixamento, a fraqueza da economia e a tendência de aumento de gastos públicos

Moody's rebaixa rating do Brasil, mas mantém selo de bom pagador
Moody's rebaixa rating do Brasil, mas mantém selo de bom pagador (Foto: MIKE SEGAR)
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Por Lara Rizério

SÃO PAULO - A  Moody's Investors Service rebaixou hoje o rating dos títulos do Brasil de Baa2 para Baa3. A agência de rating alterou também a perspectiva do rating de negativa para estável. O Brasil, agora, está no último patamar da escala de grau de investimento.

Segundo a agência de classificação, há dois fatores principais para a mudança do rating. Em primeiro lugar, o desempenho econômico mais fraco que o esperado, a tendência de alta das despesas do governo e a falta de consenso político sobre as reformas fiscais impedirão as autoridades de atingir superávits primários elevados o suficiente para conter e reverter a tendência de aumento da dívida este ano e no próximo, além de desafiar sua capacidade de fazê-lo depois.

Em segundo lugar, como consequência, a carga de endividamento do governo e a comportabilidade da dívida continuarão a deteriorar significativamente em 2015 e 2016 em comparação com as expectativas anteriores da agência de rating, para níveis substancialmente piores que os de outros pares do Brasil com classificação Baa.

"A Moody's espera que o crescente endividamento só estabilizará no fim do governo atual", afirma a agência.

Segundo a agência de classificação de risco, o Brasil apresenta uma série de vantagens com relação ao seu crédito que está refletida no rating Baa3. São elas, a habilidade de suportar choques financeiros externos tendo em vista as abundantes reservas internacionais; o balanço patrimonial do governo com exposição relativamente limitada à dívida em moeda estrangeira e a títulos de dívida em poder de não residentes quando comparado com seus pares; assim como uma economia grande e diversificada.

Além de rebaixar o rating dos títulos do Brasil, a Moody's também rebaixou o rating da dívida sênior sem garantia de ativos reais para Baa3 de Baa2, e o rating shelf sênior sem garantia de ativos reais para (P)Baa3 de (P)Baa2. A agência de rating também alterou os tetos soberanos em moeda estrangeira do Brasil como parte de sua ação de rating. O teto de dívida em moeda estrangeira foi alterado para Baa2 de Baa1, enquanto o teto de depósito em moeda estrangeira mudou para Baa3 de Baa2. Os tetos soberanos em moeda local não foram modificados.

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