Nassif: reforma tributária de Guedes impacta serviços e comércios

“Paulo Guedes está apresentando um projeto de reforma fatiado. Juntando as duas pontas, no entanto, vai haver um aumento da carga tributária e a tentativa de jogar a conta acabando com a maioria dos fundos constitucionais”, disse o jornalista Luis Nassif no GGN

Paulo Guedes
Paulo Guedes (Foto: Alan Santos - PR)
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247 - O jornalista Luís Nassif disse, em sua coluna econômica no GGN, que o debate na mídia sobre a reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes, enviada ao Congresso na terça-feira, 21, e o sistema tributário brasileiro dá “a impressão de que os maiores responsáveis pelo déficit público são as pequenas e micro empresas optantes do Simples”.

Para ele, “Paulo Guedes está apresentando um projeto de reforma fatiado. Juntando as duas pontas, no entanto, vai haver um aumento da carga tributária e a tentativa de jogar a conta acabando com a maioria dos fundos constitucionais”.

O jornalista explica a proposta “fatiada” de Guedes: “Na primeira parte, a proposta é substituir o PIS e o Cofins por um Imposto Sobre Valor Agregado de 12,5%, de forma não cumulativa. Isto é, em cada fase da cadeia, a empresa paga seu IVA mas desconta o IVA que foi pago por seus fornecedores”.

Porém, explica que essa proposta prejudica as empresas que não têm controle de diversos ramos de produção. “Essa alíquota impacta setores em que não existe essa cadeia de fornecedores, como o de serviços e comércio, e, portanto, não há impostos a serem compensados”, afirma. Como não há compensação, as empresas que pagam, hoje em dia, “1,65% de PIS, mais 7,6% de Cofins, 9,25% no total”. Desta forma, “pulam para 12%, um aumento de 30%”.

Nos bancos, apesar de haver um pequeno aumento na alíquota, para 5,8%, Nassif afirma que é “bastante inferior a empresas de outros setores sem imposto a compensar” e critica o privilégio dos banqueiros e os argumentos que tentam justificar.

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