Número de carteiras assinadas recua ao nível de dez anos

"O Brasil tem hoje quase 20 milhões de pessoas a mais que em 2009. E um número igual de carteiras de trabalho igual ao que tinha uma década atrás", reforça Fernando Brito, do Tijolaço; "O desemprego só não é estatisticamente maior porque, simplesmente, é cada vez maior o número de brasileiros que desistiu de obter emprego e vive de 'bicos' e outros expedientes"

Número de carteiras assinadas recua ao nível de dez anos
Número de carteiras assinadas recua ao nível de dez anos (Foto: Esq.: ABR / Dir.: Ueslei Marcelino - Reuters)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - O Brasil tem hoje quase 20 milhões de pessoas a mais que em 2009.

E um número igual de carteiras de trabalho igual ao que tinha uma década atrás.

No gráfico do IBGE que reproduzo o quadro dramático é mais visível: em quatro anos, desde 2014, praticamente quatro milhões de carteiras de trabalho foram perdidas.

Mais de 10% em números absolutos e muito mais que isso se considerarmos que, de lá para cá, algo acima de 4 milhões de pessoas entraram na força de trabalho (empregadas ou procurando emprego) e cerca de 10 milhões chegaram à idade considerada pelo IBGE como de trabalho, em potencial.

O desemprego só não é estatisticamente maior porque, simplesmente, é cada vez maior o número de brasileiros que desistiu de obter emprego e vive de “bicos” e outros expedientes: em quatro anos, as politicas neoliberais nos levaram a praticamente dobrar a população desocupada.

Muitos detalhes e análises poderiam ser repisados diante dos números do IBGE.

Mais importante é dizer que, num quadro destes, não há solução possível para nenhum  problema econômico ou social. Nem para a Previdência, nem para o consumo, nem para as receitas públicas, nem para a educação nem, muito menos, para a violência e a criminalidade.

 

 

 

 

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