Números apontam que 5,9 milhões de pessoas desocupadas estão fora do índice oficial do desemprego

Quase 6 milhões de pessoas não entraram nos dados oficias de desemprego no Brasil. Somando este contingente com o número de desempregados contabilizados pelo IBGE, são mais de 20 milhões de pessoas sem trabalho no País

Milhões de pessoas sem trabalho não entram nas estatísticas oficiais do desempregado
Milhões de pessoas sem trabalho não entram nas estatísticas oficiais do desempregado (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - Um total de 5,9 milhões de pessoas não entrou nos dados oficias de desemprego no Brasil, porque, para fazer parte dessas estatísticas oficiais, é preciso estar ativamente buscando uma vaga, o que significa um número de pessoas sem ocupação de 20,3 milhões - somando as quase 6 milhões de desalentadas com os 14,4 milhões de pessoas desempregadas e contabilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Os 14,4 milhões representaram uma taxa de desemprego de 14,4%. A estimativa do economista Bruno Ottoni, pesquisador do IDados e do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), apontava par a um índice de 14,8%, de acordo com informação publicada em reportagem da BBC

"O dado do desalento surpreendeu. Eu esperava que mais gente tivesse voltado ao mercado de trabalho em fevereiro - a pandemia ainda não tinha piorado como em março, quando vieram as medidas mais restritivas", disse o estudioso. 

Segundo números divulgados na sexta (30), os desalentados somaram 5,9 milhões em fevereiro, recorde na série histórica da Pnad Contínua, que teve início em 2012. O levantamento é feito em trimestres móveis - o dado de fevereiro, portanto, é uma média composta com dezembro e janeiro. A quantidade foi 26,8% maior do que a registrado um ano atrás, no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2020, o que representou um aumento de 1,259 milhão de pessoas.

Foi o oitavo mês consecutivo em que o desalento aumentou a uma velocidade superior a 20% no país.

"Esse aumento tem um motivo bem claro, que é a questão da pandemia", disse o economista Bruno Ottoni, pesquisador do IDados e do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). "Tem muita gente com medo [de ficar doente], muita gente que sabe que as atividades estão fechando, que por isso acaba não saindo para procurar emprego", acrescentou. 

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