Os possíveis impactos da Copa América na economia brasileira em 2019

O Brasil está sendo sede, pela quarta vez, de uma edição da Copa América. Os resultados dentro campo são essenciais para o futuro de Tite, porém o país também precisa se preocupar com outros números. O sucesso econômico do torneio, que engloba diferentes nichos, será mais um desafio para a organização. A força do mercado durante os jogos vai além do que vender ingressos para os confrontos.

Durante a Copa de 2014, alguns resultados mostraram o impacto que grandes torneios possuem em um país. Na época, foram 12 cidades recebendo a competição mais importante da FIFA. Enquanto alguns setores tiveram prejuízos, como a indústria de automóveis que caiu cerca de 33% durante os jogos, outros tiveram um sucesso absoluto. O turismo foi o maior beneficiado, já que levou a um aumento de gastos em dólares no país de 169%.

Sendo um evento com um menor número de sedes, a Copa América deve ter um impacto mais baixo sobre a economia do Brasil. Algumas regiões preveem aumento na margem de lucro na casa dos 70%, como é caso dos hotéis e serviços de estadias. Porém, a indústria em si não deve ter um impacto maior, seja negativo ou positivo. O torneio possui uma duração de apenas 24 dias, tendo começado no dia 14 de junho e com a decisão acontecendo no dia 7 de julho. Veja a programação: https://copaamerica.com/pt/grupos/

O sucesso da Seleção Brasileira também é importante, principalmente pensando no futuro. A imagem da equipe de Tite sempre é algo que possui influência na economia do país, principalmente em épocas de torneios importantes. Um bom rendimento em 2019 pode significar um otimismo no futuro do Brasil para o Mundial no Catar. Atualmente, o time é um dos favoritos para a próxima Copa do Mundo. No dia 23 de junho, segundo o site https://www.betfair.com/br, a Seleção aparecia com 18,2% de chances e deixava França e Alemanha para trás.

Ingressos e turismo

A importância dos resultados positivos é exatamente por conta de um dos problemas que a Copa América tem passado, pelo menos neste início. Um elenco forte significa um público mais presente e confiante na vitória. Por isso, alguns jogos do torneio continental não passam das 11 mil pessoas nos estádios. Bolívia e Venezuela, por exemplo, não conseguiram colocar mais do que 4 mil e 500 pessoas para assistir. (Veja os números: http://www.conmebol.com/pt-br)

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Os jogos de Argentina e Brasil não sofrem com isso, já que são as duas equipes com elencos mais caros. As duas seleções foram as únicas, até o final da fase de grupos, que conseguiram gerar lucros com os ingressos. A Seleção Brasileira conseguiu lotar não apenas o Morumbi e a Arena Fonte Nova, mas também a Arena Corinthians. O público passou os 45 mil espectadores.

Até o final da Copa América, o país vai sentir o impacto do torneio continental. Apesar da esperança de bons números e uma agitação no comércio, é preciso esperar até o fim para conhecer bem os números. Torneios esportivos possuem dois lados da moeda, já que pode gerar um bom crescimento econômico, mas também ter consequências ruins. Resta saber qual será o impacto até o final de julho.

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