Pacote econômico vem aí: corte de R$ 266 bilhões

Não bastasse a PEC do teto de gastos que congelou o investimento público por 20 anos, a equipe de Paulo Guedes quer cortar mais R$ 266 bilhões das contas públicas até 2022; com a economia fortemente desorganizada depois do golpe - e antes mesmo, com as pautas-bomba de Eduardo Cunha para sabotar o governo Dilma Rousseff - o país entrou em uma espiral de déficits públicos; plano de equipe econômica, fortemente retracionista, pode frustrar qualquer expectativa de crescimento econômico para os próximos anos

Pacote econômico vem aí: corte de R$ 266 bilhões
Pacote econômico vem aí: corte de R$ 266 bilhões (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Não bastasse a PEC do teto de gastos que congelou o investimento público por 20 anos, a equipe de Paulo Guedes quer cortar mais R$ 266 bilhões das contas públicas até 2022. Com a economia fortemente desorganizada depois do golpe - e antes mesmo, com as pautas-bomba de Eduardo Cunha para sabotar o governo Dilma Rousseff - o país entrou em uma espiral de déficits públicos. Plano de equipe econômica, fortemente retracionista, pode frustrar qualquer expectativa de crescimento econômico para os próximos anos. 

A reportagem do jornal O Globo destaca que "a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda adotar ao menos três medidas da lista de sugestões deixadas pelos técnicos do governo de Michel Temer para compor o ajuste das contas públicas. As ações, somadas à reforma da Previdência, prometida para este ano, podem resultar numa economia de R$ 266 bilhões para os cofres públicos até 2022."

E acrescenta: "durante a campanha, a promessa era zerar o déficit público no primeiro ano do mandato do presidente Jair Bolsonaro. Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Economia projetam que as contas tenham fechado 2018 no vermelho, em R$ 126 bilhões. Para este ano, o Congresso Nacional autorizou o governo a registrar rombo de R$ 139 bilhões nas contas."

Na linha de tiro do governo estão também os salários: "na lista de sugestões deixadas para o novo governo pelo ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia no fim do ano passado, três propostas agradam mais à equipe de Guedes. A primeira, e a que pode ter maior efeito para o caixa do governo, é segurar os reajustes reais dos salários do funcionalismo público. Nesse caso, o impacto seria de R$ 96,5 bilhões em três anos. Também estão na mira do governo a restrição do pagamento do abono salarial, com impacto de R$ 43 bilhões no período, e a fixação de uma nova regra para reajuste do salário mínimo, que contemple apenas a correção pela inflação. A economia prevista com a medida é de R$ 68,7 bilhões."

 

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