Para salvar império, irmãos Batista venderam quase metade da JBS

Os irmãos Joesley e Wesley Batista já se desfizeram de praticamente metade dos negócios para salvar seu império, desde que o escândalo de corrupção da companhia veio à tona;  as empresas vendidas até agora foram avaliadas em R$ 24,4 bilhões, enquanto o valor de mercado das companhias que ainda pertencem à família está em cerca de R$ 26,4 bilhões

Os irmãos Joesley e Wesley Batista já se desfizeram de praticamente metade dos negócios para salvar seu império, desde que o escândalo de corrupção da companhia veio à tona;  as empresas vendidas até agora foram avaliadas em R$ 24,4 bilhões, enquanto o valor de mercado das companhias que ainda pertencem à família está em cerca de R$ 26,4 bilhões
Os irmãos Joesley e Wesley Batista já se desfizeram de praticamente metade dos negócios para salvar seu império, desde que o escândalo de corrupção da companhia veio à tona;  as empresas vendidas até agora foram avaliadas em R$ 24,4 bilhões, enquanto o valor de mercado das companhias que ainda pertencem à família está em cerca de R$ 26,4 bilhões (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Desde que veio a público a delação premiada, os irmãos Joesley e Wesley Batista já se desfizeram de praticamente metade dos negócios para salvar seu império.

As empresas vendidas até agora foram avaliadas em R$ 24,4 bilhões, enquanto o valor de mercado das companhias que ainda pertencem à família está em cerca de R$ 26,4 bilhões.

Banqueiros ponderam, no entanto, que os investidores vêm subavaliando a JBS, carro-chefe do grupo, enquanto o comprador da fabricante de celulose Eldorado pode ter sido otimista demais –o negócio foi avaliado em R$ 15 bilhões.

 Uma evidência disso é que as empresas já vendidas têm juntas receita líquida equivalente a 9% dos cerca de R$ 170 bilhões da JBS.

A JBS vale na Bolsa R$ 23 bilhões, mas os especialistas do setor acreditam que poderia ser muito maior se ela abrisse capital no exterior –projeto que travou após a prisão dos dois irmãos.

Desde que o escândalo estourou, a estratégia adotada pelos Batista tem sido preservar o máximo que puderem a JBS, fundada pelo seu pai em 1953, e vender todo o resto para pagar dívidas e acalmar os credores. 

As informações são de reportagem de Raquel Landim e Gustavo Queirolo na Folha de S.Paulo.

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