Pequenos acionistas querem bloqueio de bens de Eike

Prova de que o empresário enganou seus investidores está na organização de grupos que buscam esclarecimentos por parte do dono do grupo EBX, cujas empresas sofrem uma séria crise de credibilidade no mercado, com enormes quedas nas ações; eles não descartam pedir o bloqueio de bens de Eike Batista

Pequenos acionistas querem bloqueio de bens de Eike
Pequenos acionistas querem bloqueio de bens de Eike

247 – Pequenos investidores das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, querem explicações e providências sobre as quedas dos papéis das empresas na Bolsa de Valores. No Facebook, um grupo chamado de UNAX – União dos Acionistas Minoritários do Grupo EBX –, liderado pelo advogado Adriano Mezzomo, já possui cerca de 100 "likes" e muitos comentários contra Eike Batista.

Um dos objetivos é reunir procurações de investidores locais e estrangeiros para conseguir representatividade junto às empresas e a entidades como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) a fim de participar de Assembleias de Acionistas. Em comunicado, o grupo diz que "estuda medidas judiciais e administrativas visando ao bloqueio de bens do senhor Eike Fuhrken Batista".

"Os sinais emitidos ao mercado eram inversos. Em um dia, os poços [da OGX] têm muito petróleo, e no dia seguinte estão sendo fechados. É preciso apurar o conjunto das circunstâncias", afirmou Mezzomo, segundo reportagem do portal UOL. Segundo ele, o UNAX já contatou órgãos reguladores e agências de classificação de risco pedindo investigação dos fatos sobre as fortes quedas das ações do grupo de Eike.

Minoritários OGX

Por trás da conta Minoritários OGX, no Twitter, o administrador de empresas Willian Magalhães organiza um encontro de investidores para o próximo dia 13, na Churrascaria Fogo de Chão, em São Paulo. O objetivo do grupo – Willian espera entre 100 e 200 pessoas – é juntar as posições acionárias, eleger um conselheiro e instalar um conselho fiscal. A conta do Twitter, criada em março e que acompanha os papeis da petrolífera desde seu IPO, tem hoje cerca de 800 seguidores.

O investidor começou a comprar ações da OGX em janeiro deste ano e calcula ter injetado cerca de R$ 50 mil no negócio. Ele diz já ter participado de uma assembleia ordinária da companhia em abril e de uma reunião na sede da empresa, em junho, quando "deixaram aberto um canal", afirma, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico.

Ao contrário do grupo UNAX, Willian Magalhães se mostra otimista e diz que "desde o princípio, estava ciente dos riscos". Em sua avaliação, a OGX tem condições de se "reinventar" e voltar a ter preços acima de R$ 30 em até seis anos, por exemplo. O administrador continua admirando Eike Batista como empresário e não condena o comportamento da empresa nessa fase de crise.

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