Pochmann: questão fiscal se resolve com crescimento

Economista Marcio Pochmann, ex-presidente do Ipea e um dos formuladores do programa de governo do PT este ano, defende um plano de emergência para dar impulso à economia, que inclua medidas de estímulo ao consumo, ao crédito e aos investimentos; "A questão fiscal se resolve com crescimento", disse ele em entrevista ao Estado de S.Paulo; para ele, ênfase dada à reforma da Previdência e privatizações é equivocada; "Isso é problema para economista cabeça de planilha"

Brasília - Marcio Pochmann, da Fundação Perseu Abramo, fala na 15ª Conferência Nacional de Saúde (Elza Fiuza/ Agência Brasil)
Brasília - Marcio Pochmann, da Fundação Perseu Abramo, fala na 15ª Conferência Nacional de Saúde (Elza Fiuza/ Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

247 - O economista Marcio Pochmann, que foi presidente do Ipea no governo Lula e é hoje um dos formuladores do programa de governo do PT, além de presidente da Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido, defende um plano de emergência para dar impulso à economia, que inclua medidas de estímulo ao consumo, ao crédito e aos investimentos. "A questão fiscal se resolve com crescimento", disse em entrevista ao Estado de S.Paulo.

Para ele, ênfase dada à reforma da Previdência e privatizações é equivocada. "Isso é problema para economista cabeça de planilha, que acha que o problema brasileiro é fiscal, que se vender patrimônio vai ter recursos. A Previdência tem de ser tratada como uma questão dentro do problema de privilégios do Brasil. Não tem resolução de curto prazo. Você antecipa um problema, que gera oposição e divide o País. A quem isso interessa?", questiona.

Na avaliação de Pochmann, "o Brasil tem de caminhar para um novo ciclo de investimento". "Por que empresas não investem? A taxa de juros é alta, há volatilidade enorme. É preciso dar alguma tranquilidade a quem quer investir", afirma, destacando que "não temos regulação nesse sentido" no Brasil.

Sobre eleições, ele acredita que "não terá espaço para partidos do centro. A polarização empurrou para extremos. Infelizmente, o centro democrático se fragmentou".

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