Provável futuro presidente da CNC vê elo entre Lava Jato e recessão

O virtual novo presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros, avalia que a Lava Jato não é a única responsável pela crise econômica brasileira, mas afirma que "é verdadeiro, multas vultosas impostas pelos acordos de leniência, dívidas bastante elevadas e o repentino encolhimento das carteiras de projetos colocaram empresas de setores como construção civil e óleo e gás em uma situação delicada"

Provável futuro presidente da CNC vê elo entre Lava Jato e recessão
Provável futuro presidente da CNC vê elo entre Lava Jato e recessão

247 – O Jornal Perfil, segundo jornal da Argentina, depois do Clarin, fez uma entrevista com o que considera o virtual novo presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros - uma eleição que ocorre em setembro, mas onde o presidente da Fecomercio Amazonas já tem o apoio declarado de 22 das 28 federações votantes no colégio eleitoral dos comerciários. Em janeiro passado, na reunião da diretoria da CNC, o nome de Tadros, presidente da Fecomercio Amazonas, já era apontado como favorito para a presidência da instituição que representa os comerciários do Brasil. Representante máxima dos cerca de 5 milhões de empresas do comércio de bens, a entidade responde por cerca de 1/4 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram aproximadamente 25,5 milhões de empregos diretos e formais.

Na entrevista ao Perfil, ele diz que a recessão brasileira foi bem mais profunda do que se imaginava e que a recuperação da economia está frustrando as projeções. "Estamos aí diante de uma quadro eleitoral ainda com forte indefinição, mas tenho absoluta fé na capacidade do povo brasileiro buscar soluções democráticas na escolha de seu novo mandatário - e também de um Congresso renovado", disse ele. Ele diz que a Lava Jato não é a única responsável pela crise econômica brasileira, mas afirmou que "é verdadeiro, multas vultosas impostas pelos acordos de leniência, dívidas bastante elevadas e o repentino encolhimento das carteiras de projetos colocaram empresas de setores como construção civil e óleo e gás em uma situação delicada". Tadros deu um pau bem dado na classe política brasileira. "A crise que estamos vivendo e o "tsunami" (...) são efeito de má gestão e do mau hábito do político de achar que os recursos públicos que lhe pertencem e que podem manipular tudo o que bem entendem".

Link: http://www.perfil.com/noticias/internacional/los-politicos-brasilenos-son-una-casta.phtml

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