Reajuste de salários ficou abaixo da inflação em 96% das estatais

Levantamento do Ministério do Planejamento mostra que as estatais estão endurecendo as negociações sobre reajustes dos seus funcionários; Em 2016, até o momento, 24 empresas estatais concluíram negociações coletivas, sendo que em 96% delas o reajuste ficou abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que no acumulado até outubro chegou a 9,15%; os Correios foram uma das empresas afetadas, onde o rejuste ficou em 9%, dividido em duas parcelas

Reajuste de salários ficou abaixo da inflação em 96% das estatais
Reajuste de salários ficou abaixo da inflação em 96% das estatais

247 - Levantamento do Ministério do Planejamento mostra que as estatais estão endurecendo as negociações sobre reajustes dos seus funcionários. Em 2016, até agora, 24 empresas estatais concluíram negociações coletivas, sendo que em 96% delas o reajuste ficou abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que no acumulado até outubro chegou a 9,15%.

Em reportagem no Valor, que obteve o relatório, o secretário de coordenação e governança das empresas estatais, Fernando Soares, disse  que a orientação é para que as estatais evitem conceder aumentos reais de salários, repondo no máximo a inflação do período.

"Soares explica que, diante da conjuntura econômica e da necessidade de se reforçar o lado fiscal, o momento é de contenção.

Apesar de não ter citado nomes, a estatal Correios é um exemplo de negociação considerada bem-sucedida, pois o reajuste salarial ficou abaixo do INPC. A empresa fechou acordo de reajuste de 9%, em duas parcelas, e não houve paralisação de atividades. A primeira parcela (6%) passaria a valer a partir de agosto e a segunda (3%) a ser concedida em fevereiro do próximo ano.

"Temos um problema fiscal a enfrentar. A ideia é apoiar efetivamente o equilíbrio fiscal", disse Soares. Ele explica que a secretaria não se envolve diretamente nas negociações, que são executadas pelas direções das empresas, considerando-se as diretrizes dadas pelo governo, mas também suas realidades e necessidades. Mas, segundo Soares, a secretaria pode colocar limites e parâmetros."

 

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