Regras fiscais do Brasil são "ensandecidas", diz economista da Unicamp

Professor de Economia, Guilherme Mello ressaltou, em entrevista ao programa Pauta Brasil, da Fundação Perseu Abramo, que em uma crise as pessoas demandam os serviços públicos, de ensino, saúde. O Orçamento de 2021, pano de fundo do debate, afeta fortemente os gastos públicos com tais áreas. Assista na TV 247

Guilherme Mello
Guilherme Mello (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
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247 - O economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp Guilherme Mello, em entrevista ao programa Pauta Brasil, da Fundação Perseu Abramo, retransmitida pela TV 247, analisou o Orçamento 2021 sancionado por Jair Bolsonaro

Mello lembrou que a definição do orçamento é sempre uma “disputa política. Quando estamos falando de regras fiscais que vão balizar o Orçamento estamos falando de política”.

O economista chamou as regras fiscais que o Brasil adota de “ensandecidas”, ressaltando que em uma crise as pessoas demandam os serviços públicos, de ensino, saúde, de renda. “As demandas crescem mas as regras fiscais impedem gastos com elas”, explicou. O Orçamento 2021 determinou cortes de verbas em áreas como saúde, educação, ciência e tecnologia.

Para Mello, mesmo com toda crise e a “falta de perspectivas, inclusive para o SUS, o governo não quis prorrogar o Orçamento passado e forçou a volta das regras fiscais, criando atalhos para contornar as regras e beneficiar os interesses do Centrão com aumento de volume de emendas parlamentares”.

O Pauta Brasil, programa da Fundação Perseu Abramo, recebe especialistas, lideranças políticas e gestores públicos para discutir os grandes temas da conjuntura política brasileira. Os debates são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 17h, e transmitidos ao vivo pela TV 247.

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