Rumor sobre Ibope faz Ibovespa subir 1,2%

Ibovespa disparou nesta tarde com rumor de que Marina Silva (PSB) abriu vantagem sobre Dilma (PT) em nova pesquisa eleitoral e fechou o pregão em alta de 1,23%, aos 61.895. pontos; otimismo do mercado foi puxado principalmente pelos papéis das estatais Petrobras (+3,60%) e Banco do Brasil (+5,73%); pesquisa sai nesta quarta-feira

Ibovespa disparou nesta tarde com rumor de que Marina Silva (PSB) abriu vantagem sobre Dilma (PT) em nova pesquisa eleitoral e fechou o pregão em alta de 1,23%, aos 61.895. pontos; otimismo do mercado foi puxado principalmente pelos papéis das estatais Petrobras (+3,60%) e Banco do Brasil (+5,73%); pesquisa sai nesta quarta-feira
Ibovespa disparou nesta tarde com rumor de que Marina Silva (PSB) abriu vantagem sobre Dilma (PT) em nova pesquisa eleitoral e fechou o pregão em alta de 1,23%, aos 61.895. pontos; otimismo do mercado foi puxado principalmente pelos papéis das estatais Petrobras (+3,60%) e Banco do Brasil (+5,73%); pesquisa sai nesta quarta-feira (Foto: Gisele Federicce)

Por Paula Barra

SÃO PAULO - O Ibovespa disparou nesta tarde com rumor de que Marina Silva (PSB) abriu vantagem sobre Dilma (PT) em nova pesquisa eleitoral e fechou o pregão desta terça-feira (2) em alta de 1,23%, a 61.895. pontos, destoando do movimento ameno dos principais índices norte-americanos, que fecharam entre leves perdas e ganhos. Na máxima do dia, o índice atingiu 1,78%, a 62.231 pontos - bem próximo ao maior patamar alcançado ontem (62.792 pontos). O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 9,113 bilhões, bem acima da média diária dos últimos 21 pregões de R$ 6,854 bilhões.

O otimismo do mercado foi puxado principalmente pelos papéis das estatais Petrobras (PETR3, R$ 23,29, +3,60%; PETR4, R$ 24,56, +3,06%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 37,46, +5,73%), contagiando também outras ações da Bolsa nesta sessão. Essa foi a 14ª alta do BB em 15 sessões. Em relação à Petrobras, por R$ 0,01, os papéis preferenciais da companhia ultrapassaram máxima de 2011 e voltaram aos valores de junho de 2010, valendo R$ 24,90 na melhor cotação do dia.

Segundo especulação do mercado, a próxima pesquisa Ibope, que será divulgada às 18h (horário de Brasília) de quarta-feira, vai trazer Marina à frente de Dilma já no primeiro turno, o que deve abrir ainda mais vantagem também no 2° turno. Além do Ibope, há no holofote do mercado também uma pesquisa Datafolha, que deve ser divulgada amanhã.

No último Ibope, divulgado dia 26 de agosto, Marina aparece com 29% de intenções de voto, enquanto Dilma mantinha o primeiro lugar com 34% dos votos. Já o último Datafolha, revelado na sexta-feira, Marina mostrou 13 pontos percentuais acima da pesquisa anterior do instituto, com 34% das intenções, empatada com o percentual de Dilma. Enquanto isso, o candidato do PSDB, Aécio Neves, apresentou forte queda, indo dos 20% do dia 18 para atuais 15%.

Ainda no radar da Bolsa, apareceram os papéis das siderúrgicas, que permaneceram no movimento de forte alta visto desde o início de pregão. Destaque para as ações da CSN (CSNA3, R$ 9,95, +3,11%), Gerdau (GGBR4, R$ 13,10, +3,31%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 15,96, +3,03%) e Usiminas (USIM5, R$ 8,40, +3,70%). Vale mencionar que essa é a primeira alta da CSN após cinco sessões de perdas. Hoje, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontaram que a produção da indústria nacional interrompeu cinco meses de queda seguida e avançou 0,7% em julho, surpreendendo o mercado.

De volta ao noticiário eleitoral, vale mencionar ainda que a candidata Marina Silva participou hoje à tarde da série de entrevistas que o jornal O Estado de S. Paulo realiza com os presidenciáveis. A candidata do PSB criticou a atual política do País, dizendo que os partidos não têm evoluído suas propostas. "As pessoas tem uma certa dificuldade para entender o que está acontecendo com a política no Brasil e no Mundo. Fiquei 30 anos no PT e minha razão da saída do partido foi que eles não tiverem a percepção de atualizar suas bandeiras para uma nova visão de desenvolvimento... A maioria dos partidos tradicionais da esquerda tem dificuldade para ter essa percepção", disse.

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