Se a Fazenda está entre Serra e Meirelles, Michel Temer está perdido

Reportagem desta segunda-feira da jornalista Claudia Safatle, publicada no Valor Econômico, aponta que a disputa pelo Ministério da Fazenda de um eventual governo Michel Temer se afunilou em dois nomes: o senador José Serra (PSDB-SP) e o banqueiro Henrique Meirelles; isso demonstra que o vice Michel Temer avalia duas soluções praticamente antagônicas, uma vez que Serra, intervencionista, representa o oposto de Meirelles, que se notabilizou, no governo Lula, pelo receituário ortodoxo no Banco Central; numa entrevista recente, Serra disse que Meirelles foi o "pior presidente da história do BC", quando, na verdade, foi com Meirelles que o Brasil atingiu o grau de investimento e a menor taxa de risco de sua história; nessa disputa, tanto Meirelles como Serra exigem poder total na economia

Reportagem desta segunda-feira da jornalista Claudia Safatle, publicada no Valor Econômico, aponta que a disputa pelo Ministério da Fazenda de um eventual governo Michel Temer se afunilou em dois nomes: o senador José Serra (PSDB-SP) e o banqueiro Henrique Meirelles; isso demonstra que o vice Michel Temer avalia duas soluções praticamente antagônicas, uma vez que Serra, intervencionista, representa o oposto de Meirelles, que se notabilizou, no governo Lula, pelo receituário ortodoxo no Banco Central; numa entrevista recente, Serra disse que Meirelles foi o "pior presidente da história do BC", quando, na verdade, foi com Meirelles que o Brasil atingiu o grau de investimento e a menor taxa de risco de sua história; nessa disputa, tanto Meirelles como Serra exigem poder total na economia
Reportagem desta segunda-feira da jornalista Claudia Safatle, publicada no Valor Econômico, aponta que a disputa pelo Ministério da Fazenda de um eventual governo Michel Temer se afunilou em dois nomes: o senador José Serra (PSDB-SP) e o banqueiro Henrique Meirelles; isso demonstra que o vice Michel Temer avalia duas soluções praticamente antagônicas, uma vez que Serra, intervencionista, representa o oposto de Meirelles, que se notabilizou, no governo Lula, pelo receituário ortodoxo no Banco Central; numa entrevista recente, Serra disse que Meirelles foi o "pior presidente da história do BC", quando, na verdade, foi com Meirelles que o Brasil atingiu o grau de investimento e a menor taxa de risco de sua história; nessa disputa, tanto Meirelles como Serra exigem poder total na economia (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – Na tarde de sábado, o vice-presidente Michel Temer teve uma longa conversa com Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central. Ontem, preocupado com o risco de perder influência sobre o eventual governo de Michel Temer, o senador José Serra (PSDB-SP) desembarcou no Palácio do Jaburu.

Meirelles seria um nome natural para o Ministério da Fazenda, pois foi presidente do Banco Central durante os oito anos do governo Lula e contribuiu para que o Brasil atingisse o chamado "grau de investimento". Ele chegou, inclusive, a ser defendido pelo ex-presidente Lula junto à presidente Dilma Rousseff como uma solução para os problemas da economia.

Serra, por sua vez, sonha em ser para Michel Temer o que Fernando Henrique Cardoso foi para Itamar Franco – um superministro da economia de um governo de transição que, em seguida, se viabilizaria candidato à presidência da República.

De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira, Serra e Meirelles são os nomes que estão no páreo para a Fazenda. Ambos exigem controle total sobre a economia, podendo definir nomes do Planejamento, o Banco Central, o Banco do Brasil, o BNDES e a Caixa Econômica Federal.

O grande problema é que Serra e Meirelles pensam de forma praticamente antagônica – o que revela que Temer pode estar completamente perdido sobre como tirar a economia do atoleiro em que se encontra. Enquanto Meirelles prima pela ortodoxia econômica, Serra vem da escola da Unicamp e representa seu oposto – e por isso mesmo jamais teve espaço efetivo na condução econômica do governo FHC.

Numa entrevista recente, Serra afirmou que Meirelles foi "o pior presidente da história do BC", em razão, segundo ele, da sobrevalorização cambial, que teria matado a indústria brasileira. "Não lembro de presidente do Banco Central tão ignorante ou comprometido com especulação cambial como esse senhor", disse Serra em dezembro do ano passado (confira aqui).

Meirelles, no entanto, representou exatamente o oposto. Assim que assumiu o Banco Central, definiu como prioridade zerar a dívida cambial do País, o que fez com que, nos oito anos da era Lula, o Brasil experimentasse um período de baixa volatilidade cambial, inflação baixa e alto crescimento, que foi coroado com o grau de investimento.



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