Setor público terá rombo fiscal de até R$ 500 bi em 2020 devido ao coronavírus, diz secretário do Tesouro

"O que a gente não pode deixar, de forma alguma, é que em um período tão grave a gente abra mão e comece a criar despesas que não têm nada relacionado com essa crise econômica e social do coronavírus", disse secretário do Tesouro, Mansueto Almeida sobre o déficit

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Reuters - O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou nesta terça-feira que o setor público brasileiro caminha para registrar um déficit primário de até 500 bilhões de reais neste ano por causa do impacto da crise do Covid-19.

Ele frisou, em evento virtual promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico, que o déficit é necessário, mas que o país não pode criar despesas desvinculadas da crise.

“O buraco fiscal no ano passado foi em torno de 61 bilhões de reais, este ano a gente está caminhando tranquilamente para algo em torno de 450-500 bilhões de reais”, afirmou Mansueto.

“Este ano isso é necessário, e a gente vai ter que aceitar isso de uma forma adulta. O que a gente não pode deixar, de forma alguma, é que em um período tão grave a gente abra mão e comece a criar despesas que não têm nada relacionado com essa crise econômica e social do coronavírus.”

Mansueto também destacou que o governo precisa pensar “fora da caixinha” para garantir que os recursos dos programas de enfrentamento da crise cheguem aos beneficiários o mais rápido possível.

Por Isabel Versiani

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