Temer: superávit fiscal só no próximo governo

Em entrevista à Bloomberg, Michel Temer admite que o Brasil não terá saldo fiscal positivo antes de três anos, ou seja, só depois de seu governo; crise fiscal foi o pretexto para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, mas o quadro se agravou com a crise política que visava produzir o impeachment e com a demora de Temer em adotar medidas de corte de gastos e aumento de impostos; em agosto, a arrecadação federal caiu 9%, sinalizando que o rombo fiscal é cada vez maior

Nova Iorque - EUA, 19/09/2016. Presidente Michel Temer durante visita à Bloomberg. Foto: Beto Barata/PR
Nova Iorque - EUA, 19/09/2016. Presidente Michel Temer durante visita à Bloomberg. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em entrevista à emissora de TV americana Bloomberg, durante sua viagem aos Estados Unidos, Michel Temer admitiu que o déficit fiscal do Brasil deve acabar em apenas três anos, ou seja, só depois de seu governo.

"Vai demorar dois ou três anos para eliminarmos (o déficit)", declarou Temer. A situação econômica brasileira ainda continua em situação muito difícil, acrescentou. "Mesmo que melhoremos apenas um pouco no próximo ano, será um grande passo à frente".

Na entrevista, ele também assegurou que não haverá interferências na Lava Jato. "A Lava Jato vai continuar até que seja concluída, e que todos os crimes sejam revelados", disse.

A crise fiscal foi o pretexto para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, mas o quadro se agravou com a crise política que visava produzir o impeachment e com a demora de Temer em adotar medidas de corte de gastos e aumento de impostos.

Em agosto, a arrecadação federal caiu 9%, sinalizando que o rombo fiscal é cada vez maior.

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