Um dos líderes do golpe, Padilha tenta justificar maior rombo da história

Um dos principais articuladores do golpe que afastou a presidente eleita Dilma Rousseff e colocou Michel Temer no poder, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tentou justificar a mudança que elevou para R$ 159 bilhões a previsão do rombo nas contas públicas; "Vimos a impossibilidade de manter a meta em 139 bilhões (de reais), o mais correto, com toda transparência possível, era elevá-la. Era absolutamente indispensável", disse ; "Não há folga, estamos trabalhando no limite. Foram vários dias analisando quais os cortes que poderíamos fazer e quais receitas extraordinárias poderíamos contar. Não tem folga não, estamos ajustados", garantiu

eliseu padilha
eliseu padilha (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - O governo trabalha no limite de seu Orçamento e era indispensável fazer a ampliação da meta fiscal, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

"A meta traduziu o que a gente vinha dizendo. Vimos a impossibilidade de manter a meta em 139 bilhões (de reais), o mais correto, com toda transparência possível, era elevá-la. Era absolutamente indispensável", disse Padilha.

Segundo o ministro, não há um desgaste do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pelo fato de a meta ter sido aumentada, porque não havia como prever que a inflação fosse cair tão rapidamente.

Questionado sobre as afirmações do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati(CE), que disse que governo quis uma meta maior para ter uma folga e pagar emendas de parlamentares, Padilha afirmou que não há folga, mesmo com a ampliação da meta.

"Não há folga, estamos trabalhando no limite. Foram vários dias analisando quais os cortes que poderíamos fazer e quais receitas extraordinárias poderíamos contar. Não tem folga não, estamos ajustados", garantiu.

Padilha disse ainda que o governo retomou as negociações da reforma previdenciária. Segundo o ministro, o governo ainda trabalha com o cronograma de aprovar as mudanças na Previdência na Câmara dos Deputados até a primeira quinzena de outubro.

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