Um dos maiores investidores do Brasil avisa: há uma bolha na Bolsa de Valores

Quem avalia é o presidente da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger, por causa da queda da taxa de juros. "O mercado está praticamente forçando o Banco Central a cortar mais a taxa quando, na minha opinião, deveria ter parado no 4,75% para depois não ter que subir de novo", afirma. Segundo ele, a inflação pode chegar a um patamar de "não linearidade"

BM&F Bovespa
BM&F Bovespa (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
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247 - O presidente da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger, vê uma bolha na B3, a Bolsa brasileira, por causa da queda da taxa básica de juros, a Selic. O Verde é uma das maiores gestoras independentes do País. "No Brasil existe uma bolha na Bolsa. Os órgãos do CDI estão diversificando tudo o que aparece", afirma. 

"Isso é muito bom para economia brasileira, mas o mercado está praticamente forçando o Banco Central a cortar mais a taxa quando, na minha opinião, deveria ter parado no 4,75% para depois não ter que subir de novo", acrescenta.

De acordo com o investidor, a inflação pode chegar a um patamar de "não linearidade" em algum momento. "Além disso, o que mais impressiona é o mercado precificar inflação de 10 anos. Isso não é posição de se fazer", afirma o gestor do Verde. As entrevistas foram publicadas no jornal Folha de S.Paulo.

O fundador da SPX, Rogério Xavier, também afirma que o nível atual de juros deve ser visto com cuidado, porque os efeitos da política monetária são sentidos apenas de 15 a 18 meses após o começo do ciclo. "Com o efeito defasado, estaremos na meta em 2020, mas não há mais o que pode ser feito. É preciso primeiro ver a evolução das coisas e como se manifesta e se preparada a nova política monetária sobre a economia", diz.

Para Xavier, a estimativa de juros nominais neutros da economia está em 6,5%. "Se forçarmos a mão demais e fazer uma política monetária muito frouxa, teremos que restringir de novo e voltar para os juros nominais de 8%. É um risco-retorno muito ruim para reverter e é preciso cuidado", complementa.

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