Venda de campos da Petrobras é 'mais uma medida equivocada', diz sindicalista

Coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirma que a venda desenfreada de ativos da Petrobras promovida pelo presidente da estatal, Pedro Parente, vai "trazer o caos" em cidades do Rio Grande do Norte e da Bahia que dependem da receita do petróleo

Coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirma que a venda desenfreada de ativos da Petrobras promovida pelo presidente da estatal, Pedro Parente, vai "trazer o caos" em cidades do Rio Grande do Norte e da Bahia que dependem da receita do petróleo
Coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirma que a venda desenfreada de ativos da Petrobras promovida pelo presidente da estatal, Pedro Parente, vai "trazer o caos" em cidades do Rio Grande do Norte e da Bahia que dependem da receita do petróleo (Foto: Gisele Federicce)

Da Rede Brasil Atual - A Petrobras divulgou nesta segunda-feira (28) que venderá seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção em três conjuntos de campos terrestres, em um total de 50 concessões, nos estados do Rio Grande do Norte e Bahia. A empresa irá ceder 100% de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção.

De acordo o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, a iniciativa da companhia afetará a economia local, pois não haverá investimento nos campos. "É falsa a afirmação de que o setor privado vai investir nessas áreas. Quem faz o investimento na área de óleo e gás é a Petrobras. Essa venda vai trazer o caos nessas cidades que dependem da receita do petróleo. É mais uma medida equivocada", alerta

Os campos estão localizados nos polos de Riacho da Forquilha, no Rio Grande do Norte, e de Buracica e Miranga, ambos na Bahia.

Segundo Rangel, não existe a necessidade de desinvestimento por parte da empresa. "Se ela buscasse uma taxa de endividamento (relação entre dívida líquida e resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização - Ebitda) na ordem de 3,1 até 2021, não precisaria disso. Ao estipular a meta em 2,5 para 2018, ela só consegue atingi-la se desfazer de ativos", explica.

O coordenador também alerta para outros prejuízos que a medida irá trazer. "O trabalhador privado que está lá será demitido. A gente tem visto isso ultimamente, o trabalhador privado é demitido, e quando a empresa ganha a licitação, ele é recontratado com o salário mais baixo e menos direitos", lamenta.

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