Vendas de cartão de crédito e débito despencam 50% com a crise do coronavírus

Na semana seguinte ao dia 16 de março, o faturamento com as vendas de cartão de crédito e débito diminuía cerca de 50% no comparativo com a média diária do primeiro bimestre do ano em meio ao isolamento social por causa da crise do coronavírus. A queda foi de quase 90% no comércio de roupas, calçados e acessórios

(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
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247 - O Brasil começou a fechar as portas na segunda-feira (16), quando começou o isolamento social em várias partes do País. Na semana seguinte, o faturamento com as vendas de cartão de crédito e débito diminuía cerca de 50% no comparativo com a média diária do primeiro bimestre do ano. A queda foi de quase 90% no comércio de roupas, calçados e acessórios. Nos restaurantes, quase 70%. Entre o dia 13 e o dia 27 de março, o consumo de energia baixou 18%. Os dados foram publicados na coluna de Vinícius Torres Freire, no jornal Folha de S.Paulo. O Brasil tem 8 mil casos da Covid-19, com 329 mortes.

"Será necessário ter medidas novas e frequentes da asfixia econômica, porque será preciso: 1) saber da eficácia das medidas de auxílio (caso sejam de fato implementadas); 2) socorrer setores que, infelizmente talvez se descubra, estejam sendo especialmente arruinados, mais do que se esperava", destaca o colunista.

A pandemia também pode provocar uma perda de até 4,4% no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2020, de acordo com um estudo do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV (Fundação Getulio Vargas). Na projeção mais otimista, o estudo prevê que a economia do país fique estagnada, com crescimento próximo a 0%. 

O ocupante do Planalto tem defendido que as pessoas retornem ao trabalho, sob o argumento de que o isolamento social prejudique a economia, que já estava patinando, com crescimento de apenas 1,1% em 2019. Bolsonaro, no entanto, contraria recomendações da Organização Mundial da Saúde (oMS), que pede o confinamento para diminuir a disseminação do coronavírus. 

Jair Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU) o projeto que garante auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais e de R$ 1.200 para mães responsáveis pelo sustento da família. A medida deve custar cerca de R$ 44 bilhões aos cofres públicos, segundo membros da equipe econômica do governo.

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