2016 promete pouco para o mercado acionário

Analistas apostam que o ano será complicado para investimentos na Bovespa e afirmam que o porto seguro ainda é a renda fixa, em razão das altas taxas de juros

Analistas apostam que o ano será complicado para investimentos na Bovespa e afirmam que o porto seguro ainda é a renda fixa, em razão das altas taxas de juros
Analistas apostam que o ano será complicado para investimentos na Bovespa e afirmam que o porto seguro ainda é a renda fixa, em razão das altas taxas de juros (Foto: Leonardo Attuch)
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2016 é um ano que, sem dúvida, não começa com as melhores perspectivas macroeconômicas para o país. O Brasil vem de um quadro de retração econômica, inflação e desemprego em alta, dólar encostando na casa dos R$ 4,00 e juros em patamares altos. Com tudo isso, onde o investidor pode apostar no começo do ano?

A sócia da Atlas Invest, Carollyne Mariano, acredita que a alocação principal dos investidores deve ser, no momento atual, em títulos de renda fixa pós-fixados. “Acredito que os juros ainda devem subir um pouco mais na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária)”, relata.

O investimento em títulos prefixados também pode ser uma boa alternativa, especialmente em caso de stress nas taxas oferecidas pelo Tesouro Direto. Contudo, Carollyne acredita que esse percentual de investimento deve ser para uma parcela menor da carteira, de cerca de 10% a 15%.

Ronaldo Bella, sócio da Allux Investimentos, segue a mesma linha de pensamento. Ele acredita que o momento atual pede diversificação por parte dos investidores. Uma recomendação dele, para quem tem uma visão de mais longo prazo, é investir em títulos atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). "A renda fixa continua a bola da vez", ressalta.

Agora ainda pode ser um bom momento para começar a montar posição em bolsa, na visão de Carollyne. "O cenário pode ser desafiador, mas temos várias empresas sólidas na bolsa, dando lucro e negociando com múltiplos baixos. Esse é um investimento para quem tem uma visão de mais longo prazo”, diz a assessora de investimentos.

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